O vereador paulistano Senival Moura pediu afastamento de suas atribuições da Câmara Municipal de São Pauo. A solicitação ocorreu na tarde desta terça-feira, 3. Filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), o político está preso sob suspeita de ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
O petista está detido desde 28 de outubro. Ele foi alvo de operação que investiga esquema de lavagem de dinheiro por meio de empresas que operam linhas municipais de ônibus.
Com o afastamento de Moura, Manoel Del Rio (PT) assumiu a condição de vereador em exercício. Advogado, ele atua como assessor jurídico da Frente de Luta pela Moradia.
Não há data definida para Moura dar fim à própria licença. Até hoje, ele tecnicamente seguia atuando como vereador, mesmo estando encarcerado.
Essa é a segunda prisão do petista. Ele havia sido detido pela primeira vez em 25 de junho. Deixou a cadeia em 5 de agosto, por decisão da desembargadora Carla Rahal, da 11ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Investigação sugere que vereador do PT roubou o PCC
Em meio à operação que resultou na primeira prisão de Senival Moura, a investigação da Polícia Civil paulista aponta que o vereador do PT chegou a ser jurado de morte pelo PCC. Isso porque o petista teria roubado a facção criminosa.
O político e o grupo criminoso se acertaram, segundo os investigadores, com Moura devendo dinheiro à facção. “O vereador foi perdoado pelo ‘partido’ em razão do ressarcimento do que ele havia desviado”, afirmou o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais, RonaldoSayeg.