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Quinta-feira, 16 de Abril de 2026

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Nubank supera Petrobras e se torna a empresa mais valiosa do Brasil

Instituição financeira atende mais de 120 milhões de clientes no Brasil, no México e na Colômbia

Nubank supera Petrobras e se torna a empresa mais valiosa do Brasil
Divulgação/Nubank
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O Nubank atingiu um novo marco simbólico ao ultrapassar a Petrobras e assumir o posto de empresa mais valiosa do Brasil — e a segunda da América Latina, atrás apenas do Mercado Livre. Listado na Bolsa de Nova York desde dezembro de 2021, o banco digital consolida sua posição de destaque entre as companhias da região.

O feito ocorre poucas semanas depois de o Nubank solicitar licença para operar como banco nos Estados Unidos — um passo que, embora demore a se concretizar, representa uma nova fase em sua estratégia de expansão internacional.

Desde então, as ações da fintech acumulam alta de cerca de 50% em 2025, encerrando a segunda-feira 27 a US$ 16 por papel. Já os papéis ordinários da Petrobras (PETR3) caíram quase 20% no mesmo período, pressionados pela volatilidade do petróleo.

O crescimento do Nubank na América Latina

Sob a liderança de David Vélez e Cristina Junqueira, o Nubank registrou crescimento anual de 17% na base de clientes no segundo trimestre, somando 122,7 milhões de usuários no Brasil, no México e na Colômbia.

O lucro líquido trimestral foi de US$ 637 milhões, com retorno sobre o patrimônio líquido ajustado de 31%. A carteira de crédito alcançou US$ 27,3 bilhões e os depósitos, US$ 36,6 bilhões.

As 10 mais valiosas da América Latina

Mercado Livre (MELI) — US$ 115,7 bi;
Nubank (NU) — US$ 77,3 bi;
Petrobras (PETR3, PETR4) — US$ 74,7 bi;
Itaú Unibanco (ITUB4) — US$ 72,8 bi;
América Móvil (AMX) — US$ 68,8 bi;
Grupo México (GMEXICOB) — US$ 65,7 bi;
Walmart do México (WALMEX*) — US$ 57,9 bi;
Vale (VALE) — US$ 52 bi;
BTG Pactual (BPAC11) — US$ 42,4 bi; e
Ambev (ABEV) — US$ 35,6 bi.
No Brasil, o Nubank já atinge mais de 60% da população adulta; no México, soma 12 milhões de clientes e, na Colômbia, tem 1,4 milhão de cartões de crédito ativos.

Vélez afirmou que a licença americana permitirá “atender melhor os atuais clientes nos EUA e alcançar novos perfis com necessidades financeiras semelhantes”. Segundo ele, o processo pode levar meses ou até anos.

Avaliação do mercado

De acordo com o portal Bloomberg Linea, o JPMorgan avaliou a decisão como positiva no médio prazo, mas alertou que investimentos iniciais podem afetar a eficiência do banco. O Citi destacou a “solidez da carteira de crédito” e a continuidade do plano de expansão.

Já o Bradesco BBI projeta lucro líquido de US$ 728 milhões no terceiro trimestre de 2025, alta de 14,3% ante o trimestre anterior.

Para o JPMorgan, o desafio do Nubank é mostrar que o modelo de negócios é escalável fora da América Latina. Se a expansão nos EUA for bem-sucedida, afirmam, o banco pode ampliar significativamente seu mercado potencial e sua base de ganhos.

FONTE/CRÉDITOS: Revista Oeste

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