Os Estados Unidos lançaram um ataque aéreo contra a Ilha de Kharg na manhã desta terça-feira, 7. A ofensiva destruiu cerca de 50 alvos militares no local, que abriga o maior centro de exportação de petróleo do Irã. Esta é a segunda vez que as forças norte-americanas bombardeiam a ilha desde o início das hostilidades.
O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, confirmou a operação durante uma conversa com o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán. Segundo Vance, a ação militar não altera os planos de Washington. O bombardeio ocorreu cerca de 12 horas antes de vencer o prazo fixado por Donald Trump para que o regime iraniano libere a passagem de navios no Estreito de Ormuz.
O ultimato de Trump
Trump prometeu uma retaliação ainda maior caso o Irã ignore o horário-limite das 21h (horário de Brasília). O presidente norte-americano ameaça destruir todas as usinas elétricas e pontes do país. A Organização das Nações Unidas reagiu ao aviso e afirmou que ataques diretos contra infraestrutura civil configuram crimes de guerra e violam leis internacionais.
Líderes estrangeiros também pedem cautela. O primeiro-ministro da Nova Zelândia, Christopher Luxon, apelou para que Trump desista da ideia. Luxon classificou como inaceitável qualquer bombardeio contra reservatórios de água ou bens de uso da população. O foco das potências aliadas agora tenta evitar que a guerra saia de controle.
Escudos humanos em usinas elétricas
O governo do Irã convocou a população para tentar frear os ataques. Segundo a emissora norte-americana Fox News, o Conselho Supremo da Juventude pediu que estudantes, atletas e artistas formem correntes humanas ao redor das usinas de energia. O regime trata as instalações como ativos nacionais que pertencem ao futuro dos jovens iranianos, independentemente de posições políticas.
A Guarda Revolucionária adotou uma postura ainda mais drástica. Um general do grupo incentivou pais a enviarem seus filhos para reforçar postos de controle. Essas barreiras têm sido alvos frequentes dos mísseis norte-americanos. O uso de civis como proteção é uma estratégia que o Irã já utilizou no passado para defender complexos nucleares.