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Quinta-feira, 03 de Setembro de 2026

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Vorcaro diz ter sofrido tortura psicológica e ameaças durante prisão

Vorcaro diz ter sofrido tortura psicológica e ameaças durante prisão
Divulgação/Banco Master
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O empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do antigo Banco Master, afirmou que sofreu tortura psicológica, maus-tratos e ameaças de morte enquanto esteve preso. O objetivo dos ataques seria impedi-lo de firmar um acordo de delação premiada. Parte das intimidações teria sido direcionada à mãe dele, já idosa, por meio de alguns e-mails.

Vorcaro fez o relato durante depoimento a um juiz auxiliar do gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao qual Oeste teve acesso. Participou um procurador da República, sem a presença da Polícia Federal (PF).

Além disso, de acordo com o empresário, agentes responsáveis por sua escolta teriam afirmado que ele permaneceria preso para sempre, caso falasse sobre o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

Vorcaro também relatou que teve os olhos vendados durante uma transferência entre estabelecimentos prisionais e que passou calor dentro de um camburão.

Ele comparou a situação pela qual passou à do ditador Nicolás Maduro após a captura pelos Estados Unidos.

PF e PGR dizem que Vorcaro não apresentou fatos concretos

O ex-banqueiro afirmou ainda acreditar que a PF recusou três tentativas de negociação de uma delação premiada porque uma eventual colaboração poderia mencionar Rodrigues.

Segundo a Polícia Federal e a PGR, Vorcaro não apresentou fatos concretos que caracterizassem maus-tratos. O ex-banqueiro estaria supostamente buscando criar condições para uma nova negociação de colaboração premiada.

Interlocutores de Rodrigues também negam que ele tenha mantido relação com Vorcaro. Segundo essa versão, os dois teriam se encontrado apenas uma vez, casualmente, durante um seminário jurídico em Londres patrocinado pelo Banco Master.

Mendonça confirmou na quarta-feira 2 que Vorcaro prestou depoimento recentemente com a presença do Ministério Público e sem representantes da PF. Segundo o ministro, a oitiva ocorreu após pedido da defesa, que relatou “graves intimidações” e solicitou que o ex-banqueiro fosse ouvido com urgência.

O ministro afirmou ainda que o procedimento foi um “ato processual regular” conduzido por juiz auxiliar.

FONTE/CRÉDITOS: Revista Oeste

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