O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, vê uma atuação de perseguição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que o tornou inelegível no mês passado por conta da reunião que fez com embaixadores em julho de 2022. Tanto a condenação como a multa de R$ 22,9 milhões imposta ao partido por encomendar uma auditoria nas urnas de votação seriam, de acordo com ele, um ato autoritário de Alexandre de Moraes.
“Fiquei triste com essa decisão do TSE. Nunca aconteceu isso no planeta de deixar um cidadão inelegível, que não tinha nem mandato. Nunca”, disse em entrevista à Folha de São Paulo publicada nesta segunda (24).
“Bolsonaro é perseguido, lógico. Foi perseguido pelo TSE, foi injustiçado. Ele jamais podia ficar inelegível. Isso o camarada da direita vê. Eles são esclarecidos, gente de opinião”, completou.
Costa Neto considerou as decisões de Moraes como uma “brincadeira” com ironia ao determinar a multa milionária mesmo incentivando que os partidos devem fiscalizar a lisura das eleições e a marcação da data do início do julgamento de Bolsonaro, dia 22 de junho – número da legenda nas urnas. A auditoria encontrou indícios de falhas no sistema, de que técnicos do TSE teriam o "poder de manipular resultados da eleição, sem deixar qualquer rastro".
O mandatário do partido diz ter questionado Moraes sobre o resultado da auditoria, mas não obteve resposta. “Um partido levar uma multa dessa? E R$ 22,9 milhões, que são dois mais dois, mais nove, que é o número 13, do PT. Que engraçadinho. Eles devem achar muito gozado isso aqui”, disse.
De acordo com ele, essas decisões acirram “o pessoal da direita”, levando a ataques como o que ocorreu com Alexandre de Moraes há pouco mais de uma semana no aeroporto internacional de Roma, na Itália.
Fonte: Gazeta do Povo