Um tribunal da Nicarágua condenou o bispo católico Rolando Alvarez a mais de 26 anos de prisão por acusações de traição, minar a integridade nacional e espalhar falsas notícias depois que se recusou a ser expulso para os Estados Unidos como parte de uma libertação de prisioneiros.
Desta forma, Alvarez, o bispo da diocese de Matagalpa, também foi multado e destituído de sua cidadania nicaraguense. Sua sentença foi transferida inesperadamente de sua data original, no final de março, sem explicação.
Nesse sentido, o crítico do presidente Daniel Ortega escolheu permanecer na Nicarágua para apoiar os católicos que enfrentam a repressão sob a ditadura. Em comentários, Ortega criticou os prisioneiros libertados como “mercenários criminosos”.
Desse modo, Alvarez, e vários outros sacerdotes e seminaristas foram presos em agosto passado em meio à escalada das tensões entre a Igreja Católica e o governo de Ortega, que tem se tornado cada vez mais intolerante a qualquer forma de desavenças.
Além disso, o Papa Francisco expressou preocupação com a perseguição de líderes da Igreja Católica considerados uma ameaça aos poderes governantes.