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Terça-feira, 17 de Marco de 2026

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Polícia decreta a prisão de 4º suspeito pela morte de ex-delegado

Homem pediu para mulher buscar fuzil usado no crime

Polícia decreta a prisão de 4º suspeito pela morte de ex-delegado
Divulgação/Polícia Civil de SP
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As forças de segurança de São Paulo identificaram, nesta quinta-feira, 18, um quarto suspeito pelo envolvimento no assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. O crime ocorreu na noite da última segunda-feira, 15, em Praia Grande, no litoral paulista.

De acordo com as investigações do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o suspeito teria solicitado a uma mulher já presa que fosse buscar um fuzil na Baixada Santista. O armamento seria um dos utilizados na execução do ex-delegado. Os investigadores também afirmam que ele foi visto em posse do carro usado pelos criminosos para perseguir a vítima. O automóvel foi posteriormente abandonado e incendiado.

Com essas evidências, a Polícia Civil pediu a prisão do suspeito, que foi decretada pela Justiça. Agora, três homens investigados permanecem foragidos.

Prisão da mulher e contradições no depoimento

A mulher que teria transportado o fuzil da Baixada Santista para a região metropolitana foi detida na madrugada desta quinta-feira. No dia seguinte ao crime, ela usou um carro de aplicativo para ir até Praia Grande, onde recebeu a arma. Em seguida, levou o fuzil para Diadema, na região do ABC Paulista, e o entregou a um homem ainda não identificado.

Durante depoimento no DHPP, que durou quase sete horas, a mulher apresentou versões contraditórias. O delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, afirmou que ela “deu algumas características do local, o qual ela foi buscar esse pacote, inclusive características essas que estamos procurando na região dos fatos”. O celular da suspeita foi apreendido para análise pericial.

O assassinato do ex-delegado

O ataque contra Fontes ocorreu por volta das 18h20 da segunda-feira, 15, na Avenida Doutor Roberto de Almeida Vinhas, em Praia Grande. Imagens de câmeras de segurança mostram que o carro da vítima foi perseguido por uma caminhonete Hilux preta. Ao tentar escapar, o veículo do ex-delegado bateu em um ônibus e capotou.

Na sequência, homens armados desceram do automóvel e dispararam diversas vezes contra Fontes, que morreu no local. Ele tinha 63 anos e exercia o cargo de secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande.

Fontes ingressou na Polícia Civil em 1988 e comandou a instituição de 2019 a 2022. Durante sua trajetória, foi responsável por investigações contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), como a prisão de líderes como Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e André Oliveira Macedo, o André do Rap. Por causa dessa atuação, era considerado alvo prioritário da facção.

A Polícia Civil de São Paulo trabalha com diferentes linhas de investigação, entre elas a possibilidade de vingança do PCC e eventuais vínculos com a atuação de Fontes como secretário de Administração de Praia Grande.

FONTE/CRÉDITOS: Revista Oeste

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