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Quinta-feira, 30 de Julho de 2026

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Governo Lula arrecada R$ 1,58 trilhão dos pagadores de impostos no 1° semestre

Governo Lula arrecada R$ 1,58 trilhão dos pagadores de impostos no 1° semestre
Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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A Receita Federal divulgou, nesta quinta-feira, 30, dados que mostram que o governo Lula arrecadou pouco mais de R$ 1,58 trilhão no primeiro semestre de 2026. O valor cresceu 7% em relação ao mesmo período do ano passado, já descontada a inflação.

Nos primeiros seis meses de 2025, a arrecadação havia ficado pouco acima de R$ 1,4 trilhão, em cifra corrigida pela inflação.

Somente em junho, a União recolheu cerca de R$ 270 bilhões. O resultado foi quase 8% maior que o registrado no mesmo mês de 2025, quando entraram aproximadamente R$ 230 bilhões nos cofres públicos.

Do total obtido em junho, pouco mais de R$ 255 bilhões vieram de impostos e contribuições recolhidos pela Receita.

Outros R$ 9 bilhões foram arrecadados por diferentes órgãos do governo.

Receitas extras e impostos

O resultado de junho foi favorecido por quase R$ 8 bilhões em pagamentos fora do comum.

Desse total, R$ 4 bilhões vieram de valores atípicos pagos por empresas em Imposto de Renda e contribuição sobre o lucro.

Outros quase R$ 4 bilhões foram arrecadados com o imposto cobrado sobre a exportação de petróleo bruto.

Sem essas entradas extras, o crescimento da arrecadação recolhida pela Receita teria sido de 4% em junho, e não de quase 8%.

No primeiro semestre, os pagamentos extraordinários somaram quase R$ 16 bilhões. Foram R$ 11 bilhões em tributos sobre os lucros das empresas e quase R$ 5 bilhões em impostos sobre a exportação de combustíveis.

Sem esse dinheiro, o aumento da arrecadação entre janeiro e junho teria ficado em cerca de 6%, já descontada a inflação.

De onde veio o dinheiro

As contribuições para a Previdência renderam R$ 380 bilhões no primeiro semestre, crescimento de cerca de 5%.

Conforme a Receita, o resultado foi provocado pelo aumento dos salários pagos no país, pelo desempenho das empresas do Simples Nacional e pela volta gradual da cobrança de impostos sobre a folha de pagamento de alguns setores.

O Imposto de Renda das empresas e a contribuição cobrada sobre os lucros somaram R$ 310 bilhões, alta de quase 6%.

O PIS/Pasep e a Cofins, contribuições cobradas principalmente das empresas, renderam cerca de R$ 310 bilhões. O valor
aumentou aproximadamente 4%.

O Imposto de Renda cobrado sobre ganhos com investimentos arrecadou pouco mais de R$ 92 bilhões, avanço de cerca de 16%.

De acordo com a Receita, os juros elevados aumentaram os rendimentos de aplicações financeiras e fundos de renda fixa — e, consequentemente, os impostos cobrados sobre esses ganhos.

O Imposto sobre Operações Financeiras levou cerca de R$ 50 bilhões aos cofres públicos no semestre.

O resultado representa uma alta de aproximadamente 30% em relação aos primeiros seis meses de 2025.

FONTE/CRÉDITOS: Revista Oeste

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