A Receita Federal divulgou, nesta quinta-feira, 30, dados que mostram que o governo Lula arrecadou pouco mais de R$ 1,58 trilhão no primeiro semestre de 2026. O valor cresceu 7% em relação ao mesmo período do ano passado, já descontada a inflação.
Nos primeiros seis meses de 2025, a arrecadação havia ficado pouco acima de R$ 1,4 trilhão, em cifra corrigida pela inflação.
Somente em junho, a União recolheu cerca de R$ 270 bilhões. O resultado foi quase 8% maior que o registrado no mesmo mês de 2025, quando entraram aproximadamente R$ 230 bilhões nos cofres públicos.
Do total obtido em junho, pouco mais de R$ 255 bilhões vieram de impostos e contribuições recolhidos pela Receita.
Outros R$ 9 bilhões foram arrecadados por diferentes órgãos do governo.
Receitas extras e impostos
O resultado de junho foi favorecido por quase R$ 8 bilhões em pagamentos fora do comum.
Desse total, R$ 4 bilhões vieram de valores atípicos pagos por empresas em Imposto de Renda e contribuição sobre o lucro.
Outros quase R$ 4 bilhões foram arrecadados com o imposto cobrado sobre a exportação de petróleo bruto.
Sem essas entradas extras, o crescimento da arrecadação recolhida pela Receita teria sido de 4% em junho, e não de quase 8%.
No primeiro semestre, os pagamentos extraordinários somaram quase R$ 16 bilhões. Foram R$ 11 bilhões em tributos sobre os lucros das empresas e quase R$ 5 bilhões em impostos sobre a exportação de combustíveis.
Sem esse dinheiro, o aumento da arrecadação entre janeiro e junho teria ficado em cerca de 6%, já descontada a inflação.
De onde veio o dinheiro
As contribuições para a Previdência renderam R$ 380 bilhões no primeiro semestre, crescimento de cerca de 5%.
Conforme a Receita, o resultado foi provocado pelo aumento dos salários pagos no país, pelo desempenho das empresas do Simples Nacional e pela volta gradual da cobrança de impostos sobre a folha de pagamento de alguns setores.
O Imposto de Renda das empresas e a contribuição cobrada sobre os lucros somaram R$ 310 bilhões, alta de quase 6%.
O PIS/Pasep e a Cofins, contribuições cobradas principalmente das empresas, renderam cerca de R$ 310 bilhões. O valor
aumentou aproximadamente 4%.
O Imposto de Renda cobrado sobre ganhos com investimentos arrecadou pouco mais de R$ 92 bilhões, avanço de cerca de 16%.
De acordo com a Receita, os juros elevados aumentaram os rendimentos de aplicações financeiras e fundos de renda fixa — e, consequentemente, os impostos cobrados sobre esses ganhos.
O Imposto sobre Operações Financeiras levou cerca de R$ 50 bilhões aos cofres públicos no semestre.
O resultado representa uma alta de aproximadamente 30% em relação aos primeiros seis meses de 2025.