Psiquiatras designados pela Justiça Federal para avaliação da condição de saúde mental de Adélio Bispo, o ex-psolista que deu uma facada no presidente Jair Bolsonaro duranta a campanha eleitoral de 2018, concluíram o laudo.
O parecer dos médicos-peritos conclui que “não houve cessação de periculosidade” e que Adélio continua com sinais de transtorno delirante paranoide.
Este documento será usado como base para que o juiz decida se Adélio vai continuar cumprindo a medida de segurança ou se retornará ao convívio social.
Caso o juiz decida o parecer técnico dos psiquiatras – com dez perguntas sobre Adélio respondidas – a hipótese é que o homem permanecerá recluso e em tratamento na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
A conclusão dos peritos é a mesma que a justiça levou em conta para considera-lo inimputável no momento do crime. Por isso, em vez de prisão, foi imposta uma medida com caráter de internação para tratamento.
De acordo com as regras, o laudo dos peritos tem validade de um ano. Isso significa que, caso a sentença seja no sentido de manter a medida de segurança, Adelio Bispo ficaria mais 12 meses sob cuidados do Estado. Após esse período, ele passaria por nova avaliação.
A Procuradoria da República no Mato Grosso do Sul confirmou que o Ministério Público apresentou manifestação nos autos após a conclusão do exame. Mas não divulgou o teor das considerações.