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Sexta-feira, 26 de Junho de 2026

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Novas tempestades no RS podem ampliar cheias dos rios

Previsão do tempo alerta para a chegada de uma nova frente fria ao estado

Novas tempestades no RS podem ampliar cheias dos rios
Gustavo Mansur/Palácio Piratini
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Autoridades dos principais institutos meteorológicos e geológicos do Brasil se reuniram para discutir as implicações de uma nova frente fria que deverá atingir o Rio Grande do Sul. O fenômeno climático vai ser responsável por levar mais tempestades ao Estado no decorrer dos próximos dias.

Segundo a análise divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), pelo Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o sistema frontal permanecerá estacionado sobre a parte central gaúcha. Isso intensificará as chuvas na região, piorando as condições das enchentes que já afetam o local.

 

A Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul afirma que estas iniciativas são parte de um esforço mais abrangente para prover assistência rápida às populações impactadas pelas inundações

 

A nota emitida pelas instituições alerta para chuvas intensas desta sexta-feira, 10, até a próxima segunda-feira, 13. O foco das tempestades será o centro-leste e o nordeste do Estado. Isso inclui a Região Metropolitana de Porto Alegre.

Estima-se que os volumes de chuva possam superar os 150 mm nesse período. A condição poderá agravar a situação das enchentes, especialmente nas bacias que alimentam o Lago Guaíba.

Rio Grande do Sul vai encarar tempestades, frente fria e ciclone

 

Chuvas RS envio de água

Militares trabalham para ajudar vítimas das enchentes e tempestades que afetam o Rio Grande do Sul | Foto: Reprodução/Marinha do Brasil

 

Adicionalmente, a previsão aponta a possibilidade de formação de um ciclone extratropical próximo à costa do Rio Grande do Sul. Tal situação pode aumentar os ventos de leste, o que dificulta o escoamento das águas da Lagoa dos Patos para o oceano.

Nos próximos dias, uma massa de ar frio e seco vai suceder a frente fria. A mudança resultará em uma queda nas temperaturas. Além disso, há a possibilidade de mais chuvas na semana seguinte.

Os rios Taquari, Caí e Sinos estão retornando lentamente aos seus níveis normais, bem como a região do delta do Jacuí. No entanto, os ventos atuais indicam uma estabilidade com leve tendência de elevação no nível do Guaíba. As tempestades que irão retornar à região metropolitana e ao norte do Estado aumentarão o volume de água que chega ao lago, o que intensifica o risco de enchentes.

 

 

A análise do Inmet, Cemaden, Cenad e Inpe também destaca que as bacias hidrográficas próximas a Porto Alegre, como as dos rios Gravataí, dos Sinos e Caí, receberão tempestades. A posição dos ventos na Lagoa dos Patos dificultará o escoamento das águas, o que aumenta o risco de inundações nas regiões de Pelotas, Rio Grande e arredores. A bacia do Rio Uruguai, na fronteira do Brasil com a Argentina, também deve continuar a subir nos próximos dias.

Alerta para deslizamentos de terra

 

Rio Grande do Sul decretou estado de calamidade pública por causa das chuvas intensas - mortos

Rio Grande do Sul decretou estado de calamidade pública por causa das chuvas intensas | Foto: Reprodução/Twitter/X

 

O documento ainda emite um alerta específico para deslizamentos de terra, especialmente nas áreas já afetadas pelas tempestades da semana passada.

“Considera-se alta a probabilidade de ocorrência de movimentos de massa nas mesorregiões centro-oriental e ocidental rio-grandense”, aponta o texto dos institutos. “Além da Região Metropolitana de Porto Alegre e nordeste rio-grandense, onde se encontra a serra gaúcha.”

 

Esperam-se novos deslizamentos de terra em áreas urbanas. Assim como quedas de barreiras às margens de estradas e rodovias no sábado 11 e no domingo 12. Isso inclui a possibilidade de deslizamentos em encostas naturais e a reativação de deslizamentos recentes. As demais regiões do Estado apresentam menor risco, proporcional ao menor volume de chuva esperado.

FONTE/CRÉDITOS: Revista Oeste

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