O vereador paulistano Senival Moura (PT) foi preso nesta quinta-feira, 25, durante a Operação Última Parada, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio da empresa de transporte coletivo Transunião.
Moura está em seu sexto mandato na Câmara Municipal de São Paulo. Ele foi reeleito em 2024 com mais de 30 mil votos e construiu sua trajetória política ligada ao setor de transporte público. Antes de ingressar na política, atuou no sistema de lotações da capital paulista e participou da fundação de uma entidade representativa da categoria.
O petista e o PCC: estrutura paralela, diz investigação
Segundo as investigações, o parlamentar seria o controlador de fato da Transunião, embora não ocupasse formalmente cargo de direção na empresa. Promotores e policiais sustentam que existia uma estrutura paralela responsável por decisões operacionais e movimentações financeiras da companhia.
Os investigadores afirmam ainda que Senival Moura presidia a Comissão de Trânsito e Transporte da Câmara Municipal enquanto mantinha influência sobre a empresa investigada. De acordo com o inquérito, documentos relacionados à administração da Transunião teriam sido encontrados em seu escritório político.
A operação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão na capital paulista, na região metropolitana e em Minas Gerais. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 194 milhões em bens e contas dos investigados, além do afastamento da atual diretoria da empresa.
As apurações tiveram origem em investigações sobre o assassinato de um ex-presidente da Transunião, ocorrido em 2020. A partir daí, autoridades passaram a examinar a estrutura societária e a movimentação financeira da empresa, que presta serviços de transporte coletivo para a Prefeitura de São Paulo. A defesa do vereador afirmou que recebeu a decisão judicial com indignação.