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Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026

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Mercado não gosta da ‘fórmula desenvolvimentista’ de Mercadante no BNDES, diz economista

O PhD em finanças, Alan Ghani, comentou as expectativas a respeito da chegada do petista, que toma posse nesta segunda-feira (6)

Mercado não gosta da ‘fórmula desenvolvimentista’ de Mercadante no BNDES, diz economista
TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
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Nesta segunda-feira (6), Aloízio Mercadante toma posse como novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O ex-ministro do governo de  Dilma  Roussef e coordenador do programa de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será agora o responsável pela oferta de crédito para o setor produtivo. Para falar sobre as expectativas para o novo comando do banco, o Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, entrevistou o PhD em finanças e economista-chefe da Sarainvest, Alan Ghani. O especialista declarou que o mercado financeiro tem certo receio com o novo comando do BNDES. “O Mercadante representa aquela ala que os economistas chamam de desenvolvimentista, onde o Estado acaba tendo um papel muito forte na busca do crescimento econômico. Uma das formas seria a utilização dos bancos públicos, dando crédito barato e crédito subsidiado, com taxas de juros menores do que as praticadas pelo mercado, para tentar estimular o consumo e o investimento.”

Para o economista, grandes empresas deveriam recorrer aos bancos privados para realizar seus empréstimos. Ele defende que a atual política prejudica as pequenas empresas, que necessitam de subsídios públicos: “O BNDES se tornou tão grande que hoje, mais ou menos, a carteira de crédito dele é composta por grandes empresas, por gigantes, ditos ‘campeões nacionais’, uma expressão que o pessoal usava bastante. O problema é que essas empresas são justamente aquelas que têm poder de barganha com os bancos, elas não precisam do BNDES. Por terem acesso ao governo, lobby no governo, excelentes advogados e consultores, elas acabam tomando esse dinheiro do BNDES. Essa fórmula pune principalmente a parte mais frágil, o pequeno empresário, o microempresário. Muitas vezes eles não têm recursos e acabam sendo prejudicados. Acaba sendo uma visão até muito elitista você usar esse banco público e privilegiar principalmente os mais ricos”.

O PhD em Finanças também argumenta que o BNDES não deveria ceder empréstimos para obras de infraestrutura em países estrangeiros, como foi feito nos governos petistas: “O que é mais importante? A gente financiar uma obra aqui no Brasil ou lá no exterior?”, questiona. “Eu vejo que a gente está pagando para a Argentina, Venezuela, como já foi no passado, para Cuba, e muitas vezes, o que é pior, esses países não pagam de volta. Tem uma série de devedores, começando por Venezuela, Cuba, Angola. E a gente não recebe esse dinheiro de volta. Essa ideia de que vai gerar toda uma infraestrutura e ajudar a população brasileira é bastante falaciosa. Na verdade, nós, contribuintes, estamos pagando esse empréstimo mais barato para regimes muitas vezes não democráticos, ditatoriais. E esse dinheiro não vem de volta para a sociedade”.

Confira a entrevista completa no vídeo abaixo:

 

FONTE/CRÉDITOS: Jovem Pan

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