O ex-deputado Eduardo Bolsonaro recebeu autorização de residência permanente nos Estados Unidos, conhecida como green card, concedida pelo governo americano de Donald Trump. O documento permite que estrangeiros morem, trabalhem e estudem no país por prazo indeterminado, sem necessidade de vistos temporários.
A concessão ocorre em um período de forte tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos, marcado por medidas econômicas e disputas políticas envolvendo os dois governos.
Na semana passada, Trump anunciou uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos. Em uma medida anterior, adotada em 2025, o presidente americano relacionou as tarifas à perseguição política contra o ex-presidente Bolsonaro e por medidas de Alexandre de Moraes contra big techs americanos.
A situação também acontece após Eduardo Bolsonaro ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 4 anos e 2 meses de prisão pelo suposto ‘crime de coação’ no curso do processo.
O jornalista Paulo Figueiredo, amigo e aliado do ex-parlamentar, afirmou que o novo status migratório amplia a proteção jurídica de Eduardo nos Estados Unidos.
“Eduardo agora está protegido pela Constituição americana”, declarou Figueiredo. “Qualquer ação de perseguição ou censura, por exemplo, contra ele, pode se inserir no mesmo contexto das ações que já levaram a sanções dos EUA ao Brasil”, completou.
Antes da obtenção do green card, ministros do STF já avaliavam como pouco provável uma eventual extradição de Eduardo Bolsonaro para o Brasil, principalmente devido à posição demonstrada pelo governo americano em relação ao ex-deputado. Com a concessão da residência permanente, essa possibilidade se torna ainda mais distante.
Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos, já afirmou em diversas ocasiões que é alvo de perseguição política no Brasil. Ele declarou que deixou o país para não se submeter a um “regime de exceção”.
Segundo Paulo Figueiredo, para obter o green card, o ex-deputado precisou comprovar que atendia aos requisitos exigidos pelas autoridades migratórias americanas.
Com a residência permanente, Eduardo passa a ter praticamente os mesmos direitos de um cidadão dos Estados Unidos, incluindo autorização para trabalhar e permanecer no país. A principal diferença é que ele não poderá participar de eleições americanas como eleitor.
Ainda conforme Figueiredo, o pedido de residência foi apresentado há mais de um ano e o documento foi aprovado neste mês.