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Domingo, 13 de Setembro de 2026

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EUA e China realizam primeira reunião desde incursão de balão

Diplomatas dos países encontraram-se em Munique, na Alemanha

EUA e China realizam primeira reunião desde incursão de balão
EFE/EPA/CLAUDIO PERI
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A reunião ocorreu à margem da Conferência anual de Segurança de Munique, onde líderes de todo o mundo se reuniram para discutir os principais desafios geopolíticos, incluindo a invasão russa da Ucrânia e o a escalda de tensões da China com alguns países do Ocidente, e evidenciou a crescente indisposição diplomática entre EUA e China.

– Podemos confirmar que o secretário Blinken concluiu uma reunião com o conselheiro de Estado da República Popular da China e diretor do Gabinete Central de Relações Exteriores do PCC, Wang Yi – disse o Departamento de Estado em um comunicado no sábado.

Não houve nenhuma declaração conjunta nem acenos de visitas oficiais futuras, e os dois diplomatas continuaram criticando as ações dos dois países no incidente dos balões.

TROCA DE FARPAS

O encontro acontece no mesmo dia em que Blinken criticou a China por seu programa de balões, e que o chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, classificou como “histérica” a reação dos Estados Unidos ao detectar um balão chinês no seu espaço aéreo.

– Há muitos balões no céu de diferentes países. Você quer derrubar cada um deles? – questionou Wang, para quem essa ação representou “100% de abuso do uso da força”.

– Pedimos aos Estados Unidos que não façam tais coisas absurdas simplesmente para desviar a atenção de seus próprios problemas internos.

A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, no entanto, questionou a suposta neutralidade do país asiático.

– Os Estados Unidos estão preocupados com o fato de Pequim ter aprofundado suas relações com Moscou desde o início da guerra – disse Harris.

Wang também falou neste sábado, na conferência de Munique, que a integridade territorial dos países não deve ser violada, e que as potências mundiais precisam começar a pensar “sobre que tipo de esforços podemos fazer para impedir esta guerra” e destacou que “guerras nucleares não devem ser travadas”.

Blinken, que falou durante um painel separado, disse que era uma das principais prioridades dos Estados Unidos que a China não fornecesse nenhuma ajuda militar à Rússia, um desenvolvimento que consideraria um “problema muito sério”.

Blinken deveria viajar para Pequim no início deste mês, mas cancelou a visita em meio às notícias sobre a incursão do balão. As negociações para a realização desta reunião em Munique duraram dias, ressaltando a tensão crescente na diplomacia dos dois países, em um relacionamento onde reuniões de altos diplomatas costumavam ser comuns.

Horas antes da data marcada para o encontro, os dois diplomatas continuaram se criticando e trocando acusações sobre espionagem aérea, mas também manifestaram interesse em melhorar o relacionamento.

 

FONTE/CRÉDITOS: Pleno News

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