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Sexta-feira, 26 de Junho de 2026

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É proibido defender a família na França? Universitários e políticos agridem público de palestra anti-woke

Políticos e universitários se uniram contra a palestra da União da Família da França. A palestrante explicou como defender a família da cultura woke.

É proibido defender a família na França? Universitários e políticos agridem público de palestra anti-woke
Reprodução de foto postada no X.
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Pessoas que tentaram assistir à palestra "Wokismo: um perigo para a família", em campus na cidade francesa Marselha, foram atingidas com farinha e cerveja.

A palestrante, Ludovine de La Rochère, presidente da União da Família, foi alvo de intimidações. Políticos franceses se uniram ao ataque aos defensores da família natural. 

Sophie Roques, vice-prefeita de Marselha, participou do protesto, afirmando:

 

“Estamos aqui para dizer que Marselha é uma cidade diversa, cosmopolita e contrária à União da Família. Os movimentos reacionários não têm lugar aqui”, disse ao jornal Le Figaro.

 

Para sustentar as agressões, uma das responsáveis pelos ataques afirmou:

 

“Ela é a criadora da La Manif pour tous, uma organização que lutou contra os direitos dos homossexuais e das pessoas trans. Não é normal que as pessoas continuem a protestar contra os direitos dos seres humanos”.

 

Alguns pedidos de cancelamento do evento chegaram a ser protocolados.

Sobre as tentativas de cerceamento, Ludovine de La Rochère afirmou: 

 

“Sabemos bem que este é o trabalho de uma minoria ativa, que recusa qualquer diálogo e qualquer forma de liberdade de expressão. Todas estas organizações são absolutamente intolerantes. Acho que é uma das características deles.

Eles gostam de violência, ódio e insultos, enquanto tentam fazer as pessoas acreditarem que isso vem de nós. Para eles, não temos direito à liberdade de expressão. São típicos da cultura do cancelamento”
, diz ela.

 

Entenda a cultura woke

A cultura woke ganha cada vez mais força na mídia e na política internacional, afirma o sociólogo François Bonnet. Em sua coluna no jornal El País, o sociólogo aborda como a cultura woke está sendo aplicada subconscientemente:

 

"Os filmes mais recentes de Hollywood têm elencos com uma diversidade cada vez maior e os homens ficam eclipsados pelo protagonismo de mulheres perfeitas. Os jornais mais tradicionais começaram a falar de 'supremacismo branco'. A Nike e até a CIA lançam propagandas em que falam do patriarcado e da interseccionalidade".

 

 

O que é cultura woke?

O termo "cultura woke" é uma expressão de origem americana utilizada para se referir a aplicação de narrativas progressistas em diversos tipos de conteúdo, seja em filmes, séries, outros meios de entretenimento e até mesmo em discursos políticos e sociais, expõe o autor Flávio Morgenstern.

Segundo o dicionário inglês de Oxford, a palavra woke significa: "estar consciente sobre temas sociais e políticos, especialmente o racismo". O dicionário de Cambridge afirma que a palavra se refere à luta contra desigualdade, pauta conhecida por ser defendida pelo socialismo e a esquerda americana.

Em tradução literal, a palavra woke significa "acordado". Ativistas políticos passaram a utilizar o verbo para designar aqueles que estão "acordados", atentos a questões de justiça social. A expressão brasileira "lacração" é uma das palavras equivalentes à palavra inglesa woke.

Pensadores como o Bispo americano Robert Barron e outros ativistas conservadores, como Ben Shapiro, afirmam que o termo woke para se referir aos adeptos do relativismo moral e de outras políticas progressistas, como a ideologia de gênero

O Bispo Barron afirma que os principais pensadores que geraram a cultura woke são:

  • Karl Marx;
  • Friedrich Nietzsche;
  • Michel Foucault e; 
  • Jean Paul  Sartre.

Todos defendiam o relativismo moral em algum grau. Políticos conservadores americanos também adotaram o termo cultura woke para se referir a política de esquerda.

FONTE/CRÉDITOS: Brasil Paralelo

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