Recentemente, um projeto para regular as redes sociais tem sido preparado por aliados do presidente Jair Bolsonaro, como uma forma de fazer um aceno ao Supremo Tribunal Federal (STF), a proposta esta sendo fomentada pelo deputado federal Filipe Barros (PL-SC) e o advogado Fábio Wajngarten que foi auxiliar de Bolsonaro na secom. A PL 2630 foi rechaçada pela Câmara e o Partido Liberal agora trabalha por um texto de meio. Segundo interlocutores, Bolsonaro defende a liberdade de expressão mas também acha justo remover perfis anônimos, “a constituição defende a liberdade de expressão, mas o cara tem que mostrar a cara “, o ponto mais sensível para a direita é que a tributação das redes sociais possa levar à censura da opinião pública.
Segundo informações divulgadas pela coluna da jornalista Juliana Dal Piva no UOL, a maioria dos líderes da direita estão se posicionando contra a tributação das redes sociais, argumentando que isso poderia abrir um precedente perigoso para a censura e controle das mídias digitais, além de beneficiar grandes conglomerados da imprensa e achatar os pequenos que seriam sufocados financeiramente.
Para esses setores da direita, a tributação das redes sociais seria uma forma de calar vozes contrárias ao governo e limitar a liberdade de expressão na internet. Eles acreditam que o Estado não deve ter o poder de definir o que é considerado discurso de ódio ou desinformação, mas sim a sociedade como um todo.
Alguns especialistas em direito digital também apontam que a tributação das redes sociais pode gerar problemas jurídicos e fiscais, pois é difícil definir o que seria tributável nesse caso e como isso seria aplicado na prática.