As autoridades do Reino Unido, Crown Prosecution Service (CPS), retiraram suas acusações contra Isabel Vaughan-Spruce, criminalmente acusada de orar perto de uma clínica de aborto. Seus advogados da Alliance Defending Freedom UK, afirmam que ela continuará a aguardar a justiça enquanto busca a remoção total de suas acusações.
De acordo com Faith Wire, a incerteza quanto a seus direitos legais levou Isabel a temer novas acusações ou questões legais em potencial para avançar, por isso ela está procurando por um “veredicto claro no tribunal”. Em uma declaração seus advogados apontaram que a interrupção a deixou com significativa falta de clareza jurídica.
As autoridades receberam queixas de um observador que suspeitava que ela estava orando silenciosamente, em pensamento, em uma chamada “zona de censura”. O vídeo de seu encontro com a polícia se tornou viral e provocou uma reação internacional.
“Não pode ser certo que eu tenha sido presa e transformada em criminosa, apenas por orar na minha cabeça em uma rua pública. A chamada ‘legislação da zona censura’ resultará em muito mais pessoas como eu, fazendo atividades boas e legais como oferecer apoio caridoso às mulheres em gravidez de crise, ou simplesmente orando em suas cabeças, sendo tratadas como criminosas e até mesmo enfrentando o tribunal”, disse.
Police in the UK arrest a woman for silently praying:
— Mary Margaret Olohan (@MaryMargOlohan) December 22, 2022
"Are you praying?"
"I might be praying in my head." pic.twitter.com/7Q8UnKmfa1
Nobody should be criminalised for the thoughts they think inside their own head.
— ADF UK (@ADF_UK) December 21, 2022
🚨SUPPORT ISABEL: https://t.co/Zt7niORmU0 pic.twitter.com/HLvGjYLT7f