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Dois pesos e duas medidas

Dois pesos e duas medidas
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Hoje vou falar um pouco sobre como existe o chamado "dois pesos e duas medidas" na política brasileira, e para isso vou usar como exemplo a questão da chamada xenofobia.

Vez ou outra esse assunto vem à tona, mas afinal de contas o que é xenofobia?

O dicionário define como: substantivo feminino; desconfiança, temor ou antipatia por pessoas estranhas ao meio daquele que as ajuíza, ou pelo que é incomum ou vem de fora do país; xenofobismo.

Definido o termo, vamos falar sobre algo que aconteceu em um passado não muito distante, no dia 16 de janeiro de 2020. As manchetes sensacionalistas naquele momento falavam sobre o "terrível crime" de Bolsonaro, chamar a jornalista Thaís Oyama de "japonesa". O presidente disse o seguinte sobre um livro da jornalista: “Esse é o livro dessa japonesa, que eu não sei o que faz no Brasil, que faz agora contra o governo.

Saiu em todo consorcio de imprensa que o presidente Bolsonaro cometeu crime de racismo e xenofobia, inclusive, os advogados consultados pelo consorcio, foram categóricos na afirmação. Outros membros da imprensa afirmaram que a fala insultava todos os japoneses que vivem no Brasil e que revoltava a comunidade japonesa no Brasil e por ai vai. Mas seria crime chamar um descendente de japonês de japonês? Um descendente de brasileiro de brasileiro? Um descendente de haitiano de haitiano? Parece que dependendo de quem fala se torna um crime e além disso tem a garantia de ampla divulgação, condenação e exploração do chamado consorcio de imprensa, a antiga, a velha imprensa que tenta se reinventar mas que continua fazendo um jornalismo medíocre.

Agora, vamos para outro momento, no dia 1 de junho de 2021, quando um senador da republica, Otto Alencar (PSD-BA), disse em uma sessão da CPI da Covid, que a oncologista Nise Yamaguchi não tinha conhecimento para falar sobre o coronavírus. Comentando sobre o caso, o ex-presidiário Lula, disse em evento no dia 31 de março de 2022 o seguinte: "O esculacho que ele deu naquela médica japonesa, que não sabia o que estava falando, deve ter enchido o povo da Bahia de orgulho. Tenho certeza, Otto, que você receberá do povo da Bahia a consagração para continuar honrando o Estado.” Todos notamos que ele usou o termo médica japonesa. Exceto a profissão, as palavra "japonesa" é a mesma, além de no caso de Lula ele usar o termo "esculacho".

Mas no caso do ex-presidiário Lula, a mágica acontece. Pois é senhoras e senhores, agora não foi crime, não virou manchete nos jornais, não foi destaque no jornal nacional, não houve representação no ministério público, os advogados não foram consultados, e a comunidade japonesa não teve voz...silêncio absoluto.

O presidente Bolsonaro se referiu a jornalista de descendência japonesa como “japonesa”, e como não tinham mais nada pra falar transformaram isso no fim do mundo. O Lula parabenizou um senador por dar um esculacho na médica japonesa e o que fizeram? S I L E N C I A R A M.

Resumindo: O problema nunca é o que você fala ou faz e sim de que lado você está.

Aqui no Brasil, sim, temos "Dois pesos e duas medidas"

 

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