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Quarta-feira, 09 de Setembro de 2026

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Manifestantes voltam às ruas na França

Manifestantes voltam às ruas na França
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Ontem (19), foi mais um dia de protestos contra a reforma da Previdência na França. O governo considera essa medida fundamental para evitar rombos no sistema previdenciário.

Segundo estimativas da nações unidas a expectativa média de vida humana é de 73 anos. Um francês vive muito mais: 83 anos, graças ao alto padrão socioeconômico do país. E a tendência é de alta. É esperado que nas próximas duas décadas um terço dos franceses tenha mais de 60 anos.

Na verdade, o envelhecimento da população impõe uma série de desafios. Um deles é que a quantidade de aposentados aumenta ao mesmo tempo em que diminui a de contribuintes da Previdência.

Por um motivo óbvio a conta não fecha. Os gastos com previdência na França já são equivalentes a 14% do Pib (Produto Interno Bruto).

A primeira-ministra Elisabeth Borne declarou que, se fosse mantida como é hoje,  o rombo da Previdência poderia chegar a 150 bilhões de euros nos próximos dez anos.

Emmanuel Macron insistiu na urgência de uma reforma para manter o sistema funcionando. A proposta prevê um aumento gradual na idade mínima de aposentadoria, de 62 para 64 anos.

Mesmo com a mudança, a idade para aposentadoria continua mais baixa, se comparada aos vizinhos europeus. Na Espanha, a idade mínima de aposentadoria aprovada pela última reforma é de 65 anos; no Reino Unido, 66; e na Alemanha, 67 anos.

 

Protestos na frança (Fonte)

 

O argumento do governo é que com a reforma seria possível equilibrar o orçamento até o ano de 2030 e ainda conseguir um superávit. Esse superávit permitiria que algumas categorias com trabalhos de maior esforço físico se aposentassem mais cedo.

Milhares de manifestantes que são contrários ao aumento saíram às ruas para protestar. Mas, o que se iniciou de maneira pacífica, rapidamente se tornou violento.

A prefeitura da capital francesa, prevendo riscos à segurança pública, proibiu manifestações em alguns locais. Dentre às áreas proibidas estão a Champs-Elysées e a Place de la Concorde que ficam próximas à Assembleia Nacional.

Em Paris, esta é a terceira noite seguida de confronto entre manifestantes e policiais.

Desde que o governo decidiu acionar um artigo da constituição para aprovar a reforma da Previdência sem a necessidade de votação no Parlamento, os protestos ficaram mais intensos.

O artifício usado pelo parlamento não é novo. Ele já foi utilizado mais de 100 vezes nos últimos 65 anos. Normalmente o dispositivo constitucional é utilizado quando há urgência e um impasse na votação.

Duas moções de censura já foram levadas ao plenário do Parlamento. Caso sejam aprovadas pela maioria, podem derrubar a primeira-ministra. As moções serão analisadas já na próxima segunda-feira, vinte de março.

FONTE/CRÉDITOS: Expresso Conservador

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