Jorginho Mello (PL) foi reeleito governador de Santa Catarina neste domingo. Com 81,63% das urnas apuradas, o governador teve 68,32% dos votos válidos e venceu ainda no primeiro turno. Ele segue no comando do Estado, onde está desde 2023.
Gelson Merísio (PSB) ficou em segundo, com 15,93%. Ele foi o candidato apoiado por Lula no Estado,
João Rodrigues (PSD) veio em terceiro. O ex-prefeito de Chapecó tentava tirar o governo das mãos do grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Rodrigues contava com o apoio do centro-direita catarinense. Os outros cinco candidatos somaram votação de menor expressão.
Trajetória de Jorginho Mello, governador reeleito
Jorginho Mello nasceu em Ibicaré, no Meio-Oeste catarinense, e tem 70 anos. Preside o PL no Estado.
Começou como vereador em Herval d’Oeste. Depois foi deputado estadual por quatro mandatos, deputado federal e senador. Em 2022, deixou o Senado para disputar o governo. Venceu Décio Lima (PT) no segundo turno, com 70,69% dos votos válidos, a maior votação daquele ano no país.
À frente do governo, Jorginho chegou à reeleição com aprovação acima de 70%. A campanha teve o apoio aberto da família Bolsonaro. Flávio, candidato à Presidência, e Carlos, que disputava o Senado pelo Estado, fizeram atos ao seu lado. O vice na chapa é Adriano Silva, do Novo, ex-prefeito de Joinville.
Santa Catarina, um dos maiores redutos da direita
Santa Catarina é um dos estados mais fiéis à direita no país. Jair Bolsonaro teve 65,82% dos votos no segundo turno de 2018 e voltou a vencer no Estado em 2022. Jorginho surfou nessa base nos dois pleitos.
Com a reeleição, ele se firma como o principal cabo eleitoral de Flávio Bolsonaro em Santa Catarina. É no Estado que o clã abriu a maior vantagem do país na disputa pela Presidência.