O presidente da Rússia, Vladimir Putin, após invadir a Ucrânia colocou sobre a mesa a carta das armas nucleares. Agora temos um novo passo dado no sentido de um confronto nuclear. Os EUA pela primeira vez admitiram a possibilidade de um confronto nuclear com Rússia e China.
“Tanto a China quanto a Rússia têm meios para ameaçar a segurança nacional dos EUA. Mas a história não é determinista, e a guerra com eles não é nem inevitável, nem iminente”, disse o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, Mark Milley, o principal general do país.
Essa fala foi proferida durante depoimento para o Comitê dos Serviços Armados da Câmara dos Deputados. Milley. Ele afirmou que recentemente a Rússia fez um dos maiores exercícios com mísseis intercontinentais da história no centro do país. Ele também alertou para o fato de Putin usar uma retórica irresponsável e uma postura nuclear inadequada. Milley classificou o poderio nuclear russo como o maior e mais moderno do mundo.

A China na guerra nuclear
Segundo dados oficiais, Rússia e EUA possuem cerca de 90% das 13 mil ogivas espalhadas pelo globo. Cerca de 1.600 dessas, estão aptas para serem usadas a qualquer momento por ambos os lados.
A China é o terceiro país nesse ranking, com 410, França e Reino Unido têm cerca de 290 e 225 respectivamente.
Segundo o General Milley,Pequim possui milhares de mísseis de alcance local em seu arsenal, que seriam de difícil contenção pelos EUA com seu atual inventário.
“O potencial para conflito armado está crescendo. A China permanece como nosso desafio de segurança geoestratégica de longo prazo número 1”, disse Milley.
Ele também alertou para a aliança selada antes mesmo da guerra na Ucrânia começar. A visita de Xi Jinping apenas reforçou o que havia sido acordado anteriormente.
O que há de fato nessa constatação dos EUA?
Nada é por acaso. Essa admissão de Milley não foi algo sem um interesse e tampouco pela iminência de uma guerra nuclear. não fosse o interesse do governo americano em obter a aprovação do congresso americano para gastar US$ 824 bilhões nessa área, provavelmente jamais veríamos tal admissão.
Além do General Milley, o secretário de Defesa dos EUA também foi ouvido. Ambos solicitaram aprovação para o maior orçamento de defesa da história norte-americana. Para efeitos comparativos, na cotação de hoje, US$ 824 bilhões, seriam em torno de R$ 4,2 trilhões.