Na noite de ontem (23), o superintendente da Polícia Federal (PF) no Amazonas, Eduardo Fontes, afirmou ao Jornal Nacional, que não descartam um envolvimento de um mandante na morte do indigenista Bruno Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips.
“É possível ter um mandante. A investigação ainda está em andamento, mas a gente está apurando tudo e nós não vamos deixar nenhuma linha investigativa de lado e vamos apurar de forma técnica e segura para dizer o que efetivamente aconteceu e o que não aconteceu”, disse o delegado da PF/AM.
A PF divulgou no dia 17 de junho, que as investigações sobre a morte de Bruno e Dom apontam que não houve mandante ou organização criminosa envolvida no crime.
Em uma nota divulgada pelo comitê de crise, coordenado pela PF, diz que a apuração continua e novas prisões podem ocorrer, mas as investigações “apontam que os executores agiram sozinhos”.
O motivo pelo qual o crime foi cometido ainda é incerto, mas a polícia apura se há relação com a atividade de pesca ilegal e tráfico de drogas na região.
Segunda maior terra indígena do país, o Vale do Javari é palco de conflitos típicos da Amazônia: desmatamento e avanço do garimpo.