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Sabado, 26 de Setembro de 2026

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Assessor de assuntos internacionais de Lula diz que Irã “queria fazer um gesto”

Assessor de assuntos internacionais de Lula diz que Irã “queria fazer um gesto”
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O assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, Celso Amorim (foto), diz considerar que os ataques desse sábado (13) contra Israel são “gestos” que o Irã queria fazer e que, agora, tudo depende de como o governo de Benjamin Netanyahu vai responder.

Em entrevista ao UOL, o diplomata brasileiro considera que, na região, é “sempre difícil” avaliar quem iniciou a crise. Clique AQUI para ver na íntegra.

Mas, segundo ele, neste caso específico, o ataque iraniano era um resposta ao bombardeio contra o consulado de Teerã em Damasco, na Síria. “O Irã queria fazer um gesto”, afirmou, citando a importância que a Guarda Revolucionária Iraniana tem para a estrutura de poder em Teerã. No ataque contra o consulado, um alto militar da Guarda foi morto.

Ainda ontem (13) à noite, Ministério das Relações Exteriores declarou que está acompanhando o conflito entre Irã e Israel com “grave preocupação”, mas não condenou o ‘gesto’ nem criticou o Irã, como o fez dezenas de outras nações. Líderes do G7, por exemplo, condenaram o ataque do Irã contra Israel e reafirmaram o compromisso do grupo dos sete com a segurança de Israel.

“Desde o início do conflito em curso na Faixa de Gaza, o governo brasileiro vem alertando sobre o potencial destrutivo do alastramento das hostilidades à Cisjordânia e para outros países, como Líbano, Síria, Iêmen e, agora, o Irã”, diz a nota publicada no site do Itamaraty (leia a íntegra mais abaixo).

Na nota, o governo petista fez um apelo para que as países exerçam “máxima contenção”, além de pedir para que a comunidade internacional mobilize esforços para tentar evitar uma escalada de tensão na região.

O Itamaraty disse estar monitorando a situação dos brasileiros na região desde 7 de outubro, quando o Hamas atacou Israel. O Ministério das Relações Exteriores ainda recomendou que não sejam realizadas viagens para a região e que os brasileiros que estiverem em algum dos países envolvidos no conflito sigam as orientações divulgadas pelas embaixadas brasileiras.

Por outro lado, o embaixador de Israel no Brasil se disse “desapontado” com a nota do Itamaraty sem condenar o ataque promovido pelo Irã. Foi em uma entrevista à Globo News, neste domingo (14). Ele também repetiu o posicionamento à CNN (veja abaixo).

“Não é a primeira vez que Irã está envolvido em ações contra Israel. Primeira vez que está fazendo isso de uma maneira direta, do território dela para o território israelense”, disse.

“Então, a expectativa é pelo menos ouvir qualquer condenação para esta coisa, em que aumentou o nível do envolvimento do Irã neste conflito que Israel está envolvido aqui no Oriente Médio. Infelizmente, não ouvimos nenhuma condenação nesta mensagem do Itamaraty. Isso é uma coisa [que nos deixa] um pouco desapontado, a palavra do Itamaraty”, continuou.

 

 

Íntegra da nota do Ministério das Relações Exteriores do governo Lula: “Governo brasileiro acompanha, com grave preocupação, relatos de envio de drones e mísseis do Irã em direção a Israel, deixando em alerta países vizinhos como Jordânia e Síria.

Desde o início do conflito em curso na Faixa de Gaza, o Governo brasileiro vem alertando sobre o potencial destrutivo do alastramento das hostilidades à Cisjordânia e para outros países, como Líbano, Síria, Iêmen e, agora, o Irã.

O Brasil apela a todas as partes envolvidas que exerçam máxima contenção e conclama a comunidade internacional a mobilizar esforços no sentido de evitar uma escalada.

Em vista dos últimos acontecimentos no Oriente Médio, o Ministério das Relações Exteriores orienta os brasileiros que evitem viagens não essenciais à região, em particular a Israel, Palestina, Líbano, Síria, Jordânia, Iraque e Irã e que os nacionais que já estejam naqueles países sigam as orientações divulgadas nos sítios eletrônicos e mídias sociais das embaixadas brasileiras.

O Itamaraty vem monitorando a situação dos brasileiros na região, em particular em Israel, Palestina e Líbano desde outubro passado."

FONTE/CRÉDITOS: Direita Online

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