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Alma Feminina

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Olá, mulheres amadas! É com grande alegria que me apresento a vocês para o início de muitas conversas edificantes.

Sou Ana Paula Costa, jornalista, assessora de imprensa e locutora. Pastora voluntária na Comunidade Batista Nova Floresta (CBNF), Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Líder do Mulheres Sábias, que é o Ministério de Mulheres da minha igreja. Sou casada com o pastor Márcio Fernandes e temos um lindo filho chamado Estêvão. Agora, que já me apresentei, vou dizer o motivo de estar aqui. O meu ministério é trabalhar com mulheres, levando a cada uma o que Deus tem para nós, para cada mulher. Tenho certeza que você será edificada, porque é a Palavra do próprio Deus falando ao seu coração. A partir de agora, semanalmente, teremos um encontro muito especial. Uma Palavra vinda de Deus, inspirada pelo Espírito Santo para a nossa vida.

Daremos início a este encontro semanal, falando sobre Joquebede, uma mulher cuja maior característica foi a coragem. Este estudo terá quatro partes, apresentadas uma por semana. Nosso versículo base está em Êxodo 2.3: “Não podendo, porém, escondê-lo por mais tempo, tomou um cesto de junco, calafetou-o com betume e piche e, pondo nele o menino, largou-o no carriçal à beira do rio.”

 

Afinal, quem foi Joquebede?

Joquebede, cujo nome hebraico significa Jeová é glória, foi uma escrava hebreia no Egito, esposa de Anrão, mãe de Moisés, Miriã e Arão. Moisés foi filho legítimo de Joquebede e filho adotivo da filha de Faraó. Ele foi o grande líder de Israel, que libertou o seu povo da escravidão do Egito. Aquele que recebeu os Dez Mandamentos de Deus e que preparou os hebreus para a conquista da Terra Prometida, Canaã.

A história de Moisés começa a ser contada na Bíblia no capítulo 2 do livro de Êxodo. Moisés nascera quando Faraó, um rei mal que governava o Egito, havia ordenado que se matassem todos os bebês israelitas do sexo masculino. Faraó estava amedrontado porque o povo israelita se multiplicava e aumentava muito!

 

A decisão de largar o cesto

Joquebede decidiu esconder seu bebê para que ele não fosse assassinado (Êxodo 2.2). Assim ela fez por três meses, mas chegou um momento em que Joquebede já não poderia mais escondê-lo. Pois a criança estava crescendo! Então, ela tomou um cesto de junco, calafetou-o com betume e piche e, depois de colocar o menino dentro dele, largou-o no carriçal, uma espécie de capim, à beira do rio. Miriã, irmã da criança, ficou observando de longe.

A filha do Faraó tomava banho no rio e viu o cesto no carriçal (Êxodo 2.5) e mandou que uma das suas criadas pegasse o cesto. Ao abri-lo, viu o bebê chorando e, compassiva, resolveu ficar com ele. Ela, porém, precisaria de uma mulher para amamentá-lo e aceitou que Miriã buscasse alguém para cuidar dele. Sem que a filha do Faraó soubesse, a irmã do bebê levou a própria mãe para cuidar do irmão. Além de amamentar o próprio filho, Joquebede ainda recebeu salário para isso (Êxodo 2.9). Aleluia! Deus honrou a fé e a atitude de coragem de Joquebede.

E quando já era uma criança grande, foi devolvido para a Filha de Faraó, que o adotou, deu-lhe o nome de Moisés e disse: “Porque das águas o tirei” (Êxodo 2.10).

Deus usara Moisés para libertar o seu povo da escravidão egípcia e levá-los para a Terra Prometida. Contudo, isso só aconteceu pela fé e coragem da sua mãe. Caso contrário, ainda recém-nascido, Moisés teria sido assassinado pelo exército de Faraó.

É claro que não foi simples como pode parecer. Mesmo confiando em Deus, certamente o seu coração de mãe estava triste, despedaçado. Ela sofria com a separação e por não saber qual seria o futuro do seu querido filhinho. Podemos imaginá-la dizendo: “Senhor, aqui terminam minhas ações. Eu largo o cesto para que tu, Senhor, cumpras o teu plano!

Será que você precisa fazer essa oração? E mais, você consegue fazê-la? Qual decisão você precisa tomar? Qual cesto ou quais cestos da sua vida você precisa largar à beira do rio? Às vezes, sabemos que temos de tomar uma atitude dolorosa, difícil e que requer coragem, mas titubeamos. Joquebede nos deixa uma grande lição de fé e coragem!

Na próxima semana, falaremos sobre a amargura, um cesto que, retido, tem escravizado muitas mulheres.

Aguardo você! Deus a abençoe.

 

Por Pastora Ana Paula Costa
Líder do Ministério de Mulheres da Comunidade Batista Nova Floresta, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

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