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Coluna/Opinião

A influência do cristão

Jesus nos chamou para fazer a diferença neste mundo: influenciar e não ser influenciados.

A influência do cristão
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“Vós sois o sal da terra;e, se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas, no velador, e dá luz a todos que estão na casa”. (Mateus 5.13-15)

Jesus nos chamou do mundo [Vinde a mim… Mt 11.28], depois nos enviou ao mundo [Ide por todo o mundo…Mc 16.15], mas Ele quer que sejamos diferentes do mundo [A amizade do mundo é inimizade contra Deus.Tg 4.4]. Precisamos, antes de prosseguirmos, esclarecer que na Bíblia há pelo três significados para a palavra mundo: 

  • Planeta terra: “Não peço que os tires do mundo, mas que os livre do mal”. (João 17.15); 
  • Humanidade / Pessoas: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3.16)
  • Sistema maligno. “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele”. (1 João 2.15).

1- O Sal da terra. O sal é uma substância branca; formado por vários grãos pequenos; mistura-se aos alimentos dando-lhes sabor e preservando-os, sem aparecer. Estas características nos ensinam que:

  1. O cristão deve ser puro, pois, o branco representa pureza;
  2. O cristão não deve agir no individualismo. Um grão de sal sozinho não salga nada. Mas, vários grãos unidos, ao serem dissolvidos salgam;
  3. O cristão não deve se isolar. O sal não salga à distância, precisa ser misturado ao alimento. O cristão não pode se unir ao sistema do mundo, mas deve se aproximar das pessoas e fazer a diferença.
  4. O Cristão faz a diferença no mundo, mas sem aparecer. Quem aparece é o seu sabor e Jesus.  

2 - A Luz do mundo. Para sermos a luz do mundo precisamos estar conectados com Deus, pois não temos luz própria e repetimos a luz de Deus. As luzes de uma casa podem estar em perfeito estado, mas se faltar energia elas se apagam. Mesmo estando conectados com Deus, não podemos nos esconder, pois a luz escondida não serve para nada, mesmo estando ligada. Se estivermos em um padrão acima dos padrões do mundo, que jaz no maligno, será impossível ofuscar a nossa luz, como uma cidade edificada em lugares altos. Cumpre esclarecer, no entanto, que "brilhar" segundo o ensino de Jesus não tem nada a ver com ideia mundana de brilhar, como no caso de celebridades, socialites, popstars, astros de Hollywood, etc. Brilhar, segundo Jesus, é refletir o caráter de Deus no meio de um mundo apodrecido moral e espiritualmente. 

3 - A influência do cristão no mundo. A influência dos cristãos no mundo como sal e como luz, conforme ensinada por Jesus, não significa ostentação e egocentrismo, como alguns imaginam, pregando o triunfalismo e a teologia da prosperidade. A influência cristã deve ser exercida através das virtudes do fruto do Espírito Santo, que são: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão,  domínio próprio. As pessoas, no ambiente em que estamos inseridos, devem ver as nossas boas obras e não apenas ouvir os nossos discursos sobre elas. Este era um dos maiores problemas dos fariseus. Eles faziam belos discursos e longas orações nas praças, mas as suas práticas destoavam dos discursos. Jesus condenou duramente isso, no capítulo 23 de Mateus. 

Os primeiros cristãos impactaram profundamente a sociedade da sua época, não apenas com as suas pregações eloquentes e milagres realizados (At 2.42-47).A união deles, a vida piedosa, socorro aos necessitados e a pacificidade diante dos sofrimentos e perseguições atraíram muitas pessoas ao Evangelho. 

Os chamados pais da Igreja, que são a geração imediatamente posterior aos apóstolos, também seguiu na mesma direção. Fora cristãos piedosos que influenciaram o Império romano com a sua fidelidade incondicional a Cristo. O compromisso deles com Cristo envolvia o sacrifício da própria vida. Eles estavam dispostos a morrer pelo Evangelho, alegremente, na certeza da Vida Eterna. Justino Mártir, que nasceu no ano 100 d.C., escrevendo a respeito do impacto do Reino de Deus no compromisso cristão, declarou: 

“...Se procurarmos um reino humano, também deveríamos negar o nosso Cristo, para que não fôssemos mortos; e tentaremos escapar à detenção, para obtermos aquilo que esperamos. Mas como os nossos pensamentos não estão fixados no presente, não nos preocupamos quando os homens nos matam, uma vez que a morte também é uma dívida que precisa, de qualquer modo, ser paga.”

Weliano Pires é presbítero e professor da Escola Bíblica Dominical na Assembléia de Deus, Ministério do Belém, em São Carlos - SP. 

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