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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2026

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A dinâmica de um verdadeiro avivamento espiritual

“Ouvi, Senhor, a tua palavra e temi. Aviva a tua obra, ó Senhor…” (Hc 3.2).

A dinâmica de um verdadeiro avivamento espiritual
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Ev. WELIANO PIRES

Não temos informações sobre o profeta Habacuque em seu livro, ou em outra parte da Bíblia sobre a pessoa do profeta. O livro o identifica apenas como “o profeta Habacuque”. Isso pode ser um indicativo de que ele era bem conhecido. O nome Habacuque significa “aquele que abraça” e, no final da sua profecia, o nome faz sentido, pois, o profeta se apegou a Deus. 

As referências ao templo (Hc 2.20) e a oração em forma de canto no capítulo 3, com referência ao cantor-mor e instrumentos musicais, são indicativos de que Habacuque deve ter sido um levita e cantor do templo. Habacuque iniciou seu ministério por volta do ano 609 a.C., no governo de Jeoaquim, rei de Judá (2 Rs 23.30-34) e profetizou durante os últimos momentos do império da Assíria e início da ascensão da Babilônia. Foi contemporâneo de Jeremias, Ezequiel, Daniel e Sofonias. 

O profeta Habacuque teve uma visão sobre os horrores da invasão babilônica. Diante da aparente indiferença de Deus, ele fez uma oração, questionando a Deus, perguntando até quando ele clamaria a não teria resposta. Depois de reclamar com Deus, por ter levantado a Babilônia, um povo ímpio para punir Israel pelo pecado, Habacuque ouviu a resposta de Deus no capítulo 2, dizendo: “Escreve a visão e torna-a bem legível sobre tábuas, para que a possa ler o que correndo passa.” (Hc 2.2). O Senhor lhe mostrou que o povo de Judá não era justo e mereceu a punição. No capítulo 3, Habacuque muda o tom e clama a Deus por um avivamento.

Nesta oração de Habacuque por avivamento, podemos ver três pontos importantes sobre um verdadeiro avivamento:

1. Todo avivamento começa pela Palavra de Deus. Depois de fazer o seu clamor, angustiado pela situação pecaminosa em que vivia o seu povo, e questionar a Deus pela aparente indiferença, o profeta Habacuque teve uma resposta da parte de Deus. Esta resposta de Deus não foi a que ele esperava. Entretanto, diante da resposta de Deus, o profeta teve uma atitude louvável, respondendo a Deus: "Ouvi, Senhor a tua Palavra…".

(Hc 3.1a). Mesmo não entendendo as ações de Deus ao usar os caldeus como chicote para corrigir o povo de Judá, o profeta deu ouvidos à Palavra de Deus. 

Quando lemos a Bíblia, não podemos questionar, relativizar, ou discordar dos seus ensinos. Nenhum escrito, tradição, tratado ou opinião humana podem ser equiparados à eterna, infalível, inspirada, inerrante e completa Palavra de Deus. A Bíblia não está sob julgamento, pois ela é a Palavra de Deus. A nós cabe única e exclusivamente, ouvir e cumprir o que ela determina. A Palavra de Deus é fonte inesgotável de conhecimento e é poderosa para produzir uma profunda transformação nos corações daqueles que dão ouvidos a ela. Por isso, não pode haver um avivamento genuíno, onde não há exposição bíblica.

2. Todo avivamento verdadeiro envolve temor a Deus. Depois de ouvir a Palavra de Deus, o profeta Habacuque disse que “temeu". Temer a Deus não é ter medo, pavor ou viver aterrorizado. Temer a Deus significa reverenciá-lo, respeitá-lo e obedecê-lo em todas as áreas da nossa vida, mesmo quando ninguém está vendo, ou quando as leis dos homens não nos obrigam a fazer isso. O salmista descreve o temor a Deus, como o princípio da sabedoria:

 “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; bom entendimento têm todos os que lhe obedecem; o seu louvor permanece para sempre” (Sl 111.10).

O temor a Deus também é condição indispensável para que aconteça um verdadeiro avivamento. Infelizmente, em nossos dias, há pessoas que falam em avivamento, mas não tem nenhum temor a Deus. Falam e praticam coisas reprováveis à luz da Palavra de Deus. Deus é absolutamente santo e também exige santidade do seu povo. (1 Pe 1.16).

3. Todo avivamento verdadeiro envolve oração. O profeta Habacuque ouviu a Palavra de Deus e esta Palavra produziu temor em seu coração. Ele entendeu pela resposta de Deus, que o juízo seria inevitável. Então, ele clamou a Deus por um avivamento espiritual em Judá: "… aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra-te da misericórdia” (Hc 3.2).

O avivamento espiritual não é algo produzido pelo homem. Só quem produz o avivamento é Deus e Ele não se submete a agendas humanas. Por isso, é preciso clamar a Deus por um avivamento, como fez Habacuque. O tempo do avivamento também é determinado por Deus, por isso o profeta clamou a Deus para que avivasse a Sua obra no meio dos anos e não apenas na sua geração. É tempo de buscarmos a Deus em oração por um avivamento de Deus sobre a sua Igreja.

Precisamos urgente, seguir a orientação de Deus a Salomão: "Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra." (2 Cr 7.14). Em vez de reclamarmos que a nossa Igreja está fria e o pecado tem invadido o nosso arraial, devemos nos humilhar diante de Deus e clamar a Ele em oração por um poderoso avivamento. Aviva, ó Senhor a tua obra! 

Weliano Pires é evangelista e professor de Escola Bíblica Dominical, na Assembléia de Deus, Ministério do Belém em São Carlos – SP.

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