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Terça-feira, 11 de Agosto de 2026

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Wall Street Journal relata a batalha de Elon Musk contra a censura no Brasil

Para o jornal, esta é uma luta entre um Supremo politizado e críticos do presidente Lula

Wall Street Journal relata a batalha de Elon Musk contra a censura no Brasil
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Um dos assuntos mais comentados do mundo no momento, a batalha entre o dono do Twitter/X, Elon Musk, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi tema da coluna de opinião do jornal norte-americano Wall Street Journal, no último domingo, 14. 

Ao analisar o processo judicial no qual Musk foi inserido por defender a liberdade de expressão no Brasil, a jornalista Mary Anastasia O’Grady afirmou que o empresário é uma “resistência aos bloqueios do Judiciário brasileiro, que comete censura com os instrumentos do Estado”.

Para o WSJ, ao incluir o sul-africano na “investigação da milícia digital”, a Corte pretende “descobrir uma suposta conspiração”. 

 

“Esta é uma luta entre um Supremo Tribunal politizado e críticos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, escreveu o jornal. “Isso mostra que o Brasil não tem mais um Judiciário independente. A triste realidade é que sua democracia está morrendo à luz do dia”, criticou o texto.

 

Mary Anastasia O’Grady disse ainda que o tribunal quer “calar os formadores de opinião” de cuja visão política a Corte discorda, mas que alcançam milhões de pessoas por meio de plataformas como o Twitter. 

“Muitos brasileiros, juntamente com Musk, acham isso antidemocrático e acham que o ministro Moraes age como um tirano que acredita que seu lado detém a verdade”, analisou a colunista. Ela destacou ainda que o temor dessas pessoas é que “um tribunal com tanto poder arbitrário seja um perigo muito maior para a liberdade brasileira do que qualquer voz independente.

Na moderna democracia liberal, a liberdade de expressão atua como um freio ao poder absoluto. 

‘Escândalo de corrupção’

 

Lula condecora Alexandre de Moraes com a medalha da Ordem do Rio Branco | Foto: Ricardo Stuckert/PR

 

A jornalista citou “o maior escândalo de corrupção e suborno da história do Hemisfério Ocidental”, protagonizado por Lula e o PT, que expôs a criminalidade da classe política e de seus amigos da comunidade empresarial. Também lembrou que, em 2018, os brasileiros elegeram o presidente Jair Bolsonaro para “limpar a casa”.

 

“Bolsonaro é um ex-capitão do Exército com um estilo rude que pode ser grosseiro, mas a principal transgressão dele foi sua promessa de proteger a propriedade privada, restaurar a lei e a ordem e desafiar a política de identidade”, destacou a publicação. 

 

Ela fala ainda dos conservadores sociais, libertários, classes trabalhadora e média, empreendedores e agricultores que estavam “cansados do socialismo democrático” quando elegeram Bolsonaro. “Muitos estavam dispostos a ignorar suas falhas em troca de se livrar do Partido dos Trabalhadores, mas a mídia tradicional o chama de ‘extrema direita’.”

Culto a Lula

 

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reprodução/Redes Sociais

 

Para o WSJ, além de o Supremo Tribunal Federal ter anulado a condenação de Lula e o ter libertado da prisão, o “culto” à personalidade de Lula sobreviveu ao “escândalo de corrupção multimilionário ocorrido durante os 13 anos de governo”.

 

“Não surpreendentemente, seus críticos enlouqueceram, compartilhando sua indignação na internet, e Moraes vinha silenciando os opositores de Lula havia meses, convidando os brasileiros a denunciarem seus vizinhos”, relatou o jornal. 

 

A coluna fala dos casos de pessoas com contas bancárias congeladas, dos que tiveram de recorrer ao exílio, dos que tiveram passaportes cancelados e das prisões aos que ousaram questionar a legitimidade da vitória eleitoral de Lula. Em todos esses episódios, “o denominador comum foi a falta de devido processo legal”.

Tudo isso porque o Tribunal Eleitoral aprovou uma resolução que concede a si próprio o poder de policiar a internet e, dessa forma, ordenou a remoção dos conteúdos de que não gostasse das plataformas digitais.

Foi então que, em 6 de abril, Elon Musk se rebelou. Na semana passada, o empresário desbloqueou algumas contas e ameaçou, inclusive, divulgar sua comunicação com o tribunal. Para o Wall Street Journal, esta é “uma prestação de contas que os brasileiros merecem ver”.

FONTE/CRÉDITOS: Revista Oeste

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