No final de outubro, um vulcão submarino entrou em erupção e deu origem a uma nova ilha na costa de Iwo Jima, Japão, localizada cerca de 1.200 quilômetros ao sul de Tóquio. Assista ao fim da reportagem.
A ilha recém-formada consiste predominantemente em massas rochosas que emergiram ao norte do ponto de erupção inicial, e especialistas acreditam que seu tamanho deve aumentar caso a atividade vulcânica persista.
Cientistas da Universidade de Tóquio relatam que a erupção submarina tem sido observada nas proximidades de Iwo Jima há algum tempo, com o magma solidificando-se como rocha sob a superfície. Desde 21 de outubro, foram registrados tremores vulcânicos em Iwo Jima a cada poucos minutos, seguidos por erupções na costa sul da ilha.
Após a erupção, o magma solidificado acumulado começou a romper a superfície, resultando na formação da nova ilha. Durante um estágio anterior, testemunhas observaram um jato vertical de cor preta, detritos (magma solidificado) e água jorrando para cima. No entanto, desde 3 de novembro, a erupção começou a evoluir, com uma contínua emissão explosiva de cinzas vulcânicas.
A probabilidade de a nova ilha permanecer depende da continuidade da atividade vulcânica, uma vez que o fluxo de lava pode fortalecê-la. No entanto, áreas desprovidas de lava podem ser destruídas.
Os pesquisadores sugerem que, se a lava continuar a fluir e cobrir essas áreas, a ilha recém-formada poderá permanecer indefinidamente. A maneira como a ilha emergiu lembra o processo de formação de outra ilha em 2013, que posteriormente se uniu a Nishinoshima, uma ilha na cadeia de Ogasawara. Nishinoshima também surgiu de uma erupção vulcânica submarina e, eventualmente, expandiu-se para cerca de 2 quilômetros de diâmetro.
Com base nesse precedente, os especialistas reconhecem a possibilidade de a nova ilha se fundir com Iwo Jima, caso a atividade vulcânica prossiga. Assista a seguir!