O queijo de minas artesanal pode se tornar patrimônio cultural da humanidade. Uma campanha encabeçada pela associação de produtores, com apoio dos governo federal e estadual, colocou a iguaria na disputa pelo reconhecimento.
A avaliação sobre o queijo artesanal feito em Minas Gerais ocorre durante a décima sétima sessão do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Ela teve início nesta segunda-feira, 28, e deve terminar em 3 de dezembro. O grupo se reúne em Rabat, em Marrocos.
Para que o produto se torne patrimônio cultural da humanidade é preciso provar que o processo de fabricação é feito por métodos tradicionais. De acordo com a Unesco, isso envolve, entre outras características, “prática, representações, expressões, conhecimentos e técnicas”. A lista também pode conter “instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais” que comunidades, grupos e, em alguns casos, os indivíduos” reconhecem como parte de sua cultura.
Além disso, para o reconhecimento da Unesco é necessário que patrimônio precisa tenha uma característica específica. Ele deve ser transmitido por meio das gerações e ser constantemente recriado pelas comunidades, contribuindo para promover “o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana” e ser sustentável.