Portal Sal da Terra

Terça-feira, 26 de Maio de 2026

Notícias Policial

PF prende ex-diretor da PRF do governo Bolsonaro por suposta ‘interferência’ no 2º turno das eleições

PF prende ex-diretor da PRF do governo Bolsonaro por suposta ‘interferência’ no 2º turno das eleições
Reprodução Direita Online
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques foi preso preventivamente na manhã desta quarta-feira (9). A justificativa apontada pela Polícia Federal seria uma eventual ‘interferência’ no segundo turno das eleições de 2022.

A prisão ocorreu em Florianópolis, e Silvinei deve ser transferido para Brasília ainda nesta quarta. Os mandados foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Segundo a PF, a ‘Operação Constituição Cidadã’ tem o objetivo de esclarecer o suposto uso da ‘máquina pública’ para interferir no processo eleitoral relativo ao segundo turno das Eleições Presidenciais de 2022.

De acordo com a corporação, o uso da máquina pública seria direcionar funcionários da PRF materiais com o intuito de dificultar o trânsito de eleitores no dia 30/10/2022. Em sua nota oficial, a PF não fala se alguém eleitora teria deixado de votar.

“Os ‘crimes apurados’ teriam sido planejados desde o início de outubro daquele ano, sendo que, no dia do segundo turno, foi realizado patrulhamento ostensivo e direcionado à região Nordeste do país.”, justifica a PF sobre a operação.

Policiais federais cumprem 10 mandados de busca e apreensão e o mandado de prisão preventiva contra Silvinei, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Rio Grande do Norte. A operação conta com o apoio da Corregedoria Geral da PRF, que determinou ainda a oitiva de 47 policiais rodoviários federais.

Diz a Polícia Federal que os fatos investigados configuram, em tese, os crimes de prevaricação e violência política, previstos no Código Penal Brasileiro, e os crimes de impedir ou embaraçar o exercício do sufrágio e ocultar, sonegar, açambarcar ou recusar no dia da eleição o fornecimento, normalmente a todos, de utilidades, alimentação e meios de transporte, ou conceder exclusividade dos mesmos a determinado partido ou candidato, do Código Eleitoral Brasileiro.

O nome da “Operação Constituição Cidadã” é uma referência à Lei Maior do Brasil, promulgada em 1988, a qual, pela primeira vez na história do país, garantiu a todos os cidadãos o voto obrigatório a todos.

FONTE/CRÉDITOS: Direita Online

Veja também