A pesquisa de opinião pública realizada entre os dias 1 e 5 de Março pelo Ipec, antigo Ibope, aponta que a porcentagem de brasileiros auto identificados com a direita é maior do que o dobro da parcela que se entende como de esquerda.
A pesquisa envolveu aproximadamente 2 mil pessoas de mais de 16 anos em 130 municípios e o nível de confiança supostamente é de 95%, de acordo com o jornal Gazeta do Povo.
O Ipec pediu para que os entrevistados pontuassem com qual espectro político se identificavam dentro de uma escala na qual 0 seria de esquerda e 10 de direita.
A distribuição dos dados foi a seguinte:
- 0 (Esquerda) – 11%
- 1 – 2%
- 2 – 2%
- 3 – 3%
- 4 – 3%
- 5 – 20%
- 6 – 5%
- 7 – 5%
- 8 – 8%
- 9 – 3%
- 10 (Direita) – 24%
- Não sabem o o que é ser de esquerda, de direita ou de centro – 4%
- Não sabem ou não responderam – 9%
Para especialistas como Adriano Gianturco, há uma evidente tendência de crescimento da direita que vem de anos.
O comentarista afirma que este crescimento se deve aos erros do PT no governo Dilma e aos grupos e instituições que surgiram na época para difundir este posicionamento ideológico.
O cientista político ainda ressaltou que:
“Muita gente é marxista não marxista, ou seja, pode não se dizer de esquerda, mas repete jargões, palavras de ordens e tem uma visão de mundo marxista, porque isso foi colocado na cabeça das pessoas por meio das escolas, universidades, mídia e jornais.”
Além do crescimento da direita no Brasil é importante ressaltar a diminuição da porcentagem de pessoas que se identificam com o centro no país.
Em 2020 uma parcela de 34% dos entrevistados não diziam se identificar mais com direita e nem com esquerda, o número mudou para 28% na última pesquisa.
Enquanto isso, o número de pessoas que se identificavam com a direita saltou de 39% para 41% e a população de esquerda subiu apenas um ponto percentual, atingindo 18% este ano, de acordo com recorte feito pelo G1.