Polícia de SP prende os 2 maiores exportadores de celulares roubados
No local, na região Central da capital paulista e perto da Cracolândia, os policiais apreenderam centenas de aparelhos. De acordo com as investigações, a dupla teria movimentado mais de R$ 10 milhões em cinco anos.
A Secretaria da Segurança de São Paulo não esclareceu como funcionava esquema de exportação e não divulgou o nome dos dois presos.
Desde maio do ano passado, a polícia realiza investigações para combater roubos e furtos de celulares e identificar os assaltantes que agem, principalmente, no Centro de SP.
Os policiais civis conseguiram estabelecer o vínculo entre os investigados por meio de depósitos bancários na conta dos envolvidos.
O local, que fica no Centro de São Paulo, é formado por um labirinto de hotéis, apartamentos e lojas, num emaranhado que dificulta ainda mais o trabalho da polícia.
A fama da rua de “ninho de celulares” viralizou após o médico Henrique Lopes Pinho postar uma localização com diversos alertas de aparelhos roubados ou furtados em São Paulo.
Depois de fazer o rastreio do aparelho de um amigo, ele percebeu que a geolocalização possuía comentários de centenas de outras vítimas de roubos e furtos cujos celulares foram parar no mesmo imóvel, na mesma Rua Guaianases.
Ao menos desde 2017 são feitas operações na região para tentar desarticular o comércio ilegal de celulares em festas de rua, vendidos na mão de pedestres e em “feiras do rolo” ou repassados para líderes de grupos.
No final de 2023, a policia civil apreendeu mais de 853 celulares, além de duas máquinas que desmontam os aparelhos e facilitam o desbloqueio, durante uma operação contra um grupo suspeito de receptar celulares roubados.
Na ação, os investigadores descobriram que o esquema era operado por africanos que enviam os equipamentos para outros países.