Depois de um corte de energia que deixou milhares de cidadãos no escuro, o governo do Chile estuda reconsiderar a renovação da concessão da empresa Enel. Em junho deste ano, mais de 400 mil pessoas ficaram sem eletricidade em Santiago, capital do país, depois que uma árvore derrubou uma torre de transmissão de alta voltagem.
De acordo com o presidente Gabriel Boric, a empresa não cumpriu os prazos legais para a restauração do serviço no país. Essa situação também levou parlamentares a pressionarem o Executivo para encerrar a concessão.
Em entrevista ao site chileno Emol, o deputado e presidente da Democracia Cristã, Alberto Undurraga, apresentou três alternativas caso se decida encerrar a concessão.
A primeira opção é encerrar a concessão propriamente dita. Assim, o Estado deve realizar uma licitação para escolher um novo operador que assumirá a concessão. “Do ponto de vista econômico, isso seria atrativo para operadores de nível mundial”, disse Undurraga.
A segunda opção seria “um caminho intermediário”, onde, diante do fim da concessão, os proprietários da operadora vendem o capital para outro especialista mundial neste setor. A terceira opção, detalhada por Undurraga, seria durante o processo de defesa e negociação, estabelecer um “cartão amarelo” para a empresa em vez de encerrar a concessão.
A coligação Independentes-PPD apresentou um ofício à Superintendência de Eletricidade e Combustíveis (SEC) do Chile, no qual pediu a revogação da concessão das empresas elétricas. “Essas empresas (Enel e CGE) têm descumprido de forma reiterada, abusiva e extremamente negligente”, criticou Raúl Soto (PPD).