O Ministério Público do Peru pediu 18 meses de prisão preventiva para o presidente deposto Pedro Castillo, segundo apurou a Agência Efe junto a uma fonte ligada às investigações sobre supostos crimes relacionados à tentativa de golpe do agora ex-chefe de Estado.
O requerimento foi apresentado pelo promotor supremo Uriel Teran, encarregado do despacho da Segunda Procuradoria Suprema Transitória Especializada em Crimes cometidos por Funcionários Públicos, conforme indicou a fonte.
No pedido foi incluído o ex-primeiro-ministro e assessor jurídico de Castillo, Aníbal Torres. O texto foi apresentado logo depois que o Poder Judiciário autorizou o pedido do Ministério Público para iniciar investigação preparatória contra Castillo.
A solicitação de prisão preventiva abre a possibilidade de que seja prolongada a detenção preliminar cumprida atualmente pelo presidente deposto, que deveria ser concluída até o início da tarde desta quarta-feira (14).
Caberá à Justiça, agora, avaliar o pedido feito pelo Ministério Público. Segundo a emissora local de televisão RPP, o juiz do Supremo peruano, Juan Carlos Checkley, analisará a solicitação a partir de 9h30 local (11h30 de Brasília).
Nesta terça (13), outro magistrado, César San Martín, rejeitou recurso da defesa de Castillo contra a prisão preliminar, em audiência que contou com a presença do agora ex-presidente, que afirmou não ter cometido “nenhum crime de conspiração, nem de insurreição”.