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Sexta-feira, 26 de Junho de 2026

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Moraes nega pedido para remover tornozeleira de presa do 8 de janeiro que tem câncer

Em pedido ao ministro do STF, a defesa afirmou que os médicos constataram 'metástase hepática' na dona de casa, de 44 anos

Moraes nega pedido para remover tornozeleira de presa do 8 de janeiro que tem câncer
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um pedido de Karina dos Reis, presa pelo 8 de janeiro que tem câncer, para remover a tornozeleira eletrônica e tratar da doença com mais cuidado.

Conforme a defesa, os médicos constataram que a dona de casa de 44 anos tem “metástase hepática”. Em outro processo, a defesa afirmou que o equipamento poderia prejudicar a realização de exames, em virtude ter componentes de metal.

“O requerimento não demonstra a necessidade imediata da flexibilização da cautelar, de modo que não há motivos para o atendimento do pleito de suspensão da monitoração eletrônica”, observou o juiz do STF, na petição publicada em 31 de julho. “Cumpre à requerente, de posse da data do exame, cirurgia, internação ou de relatório médico circunstanciado, dirigir-se novamente a esta Suprema Corte, pleiteando a flexibilização das medidas cautelares.”

A solicitação de Karina incluía laudo de tomografia computadorizada do tórax e solicitação de ressonância magnética do abdômen superior “para avaliar lesão hepática”. Por causa da gravidade da doença, a defesa havia requerido a “suspensão da utilização da tornozeleira durante a continuidade do tratamento médico, exames e internações necessárias, uma vez que a acusada permanece em tratamento médico de câncer, consoante procedimento cirúrgico realizado”.

Quem é a presa do 8 de janeiro que teve o pedido negado por Alexandre de Moraes?

Moradora de Araxá (MG), Karina é mãe de duas filhas maiores, que não vivem com ela. Divorciada e sem emprego, a mulher precisa da ajuda de amigos para sobreviver.

A dona de casa, que foi à manifestação imaginando ser pacífica, acabou presa no Quartel-General do Exército. Agentes levaram-na para a Colmeia no dia seguinte ao protesto na Praça dos Três Poderes. Por isso, não chegou a entrar em nennum prédio público.

FONTE/CRÉDITOS: Revista Oeste

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