Os documentos internos do Twitter fornecidos por Elon Musk a jornalistas mostram que a ex-primeira dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, além de outras pessoas e organizações, pediram que o ex-presidente republicano Donald Trump fosse banido permanentemente da plataforma. O caso foi revelado pelo jornalista Michael Shellenberger neste sábado (10).
Este é o quarto lote dos chamados Twitter Files, e trazem informações sobre a comunicação interna de executivos da plataforma realizadas entre os dias 6 e 8 de janeiro de 2021. A invasão ao Capitólio por parte de apoiadores de Trump ocorreu no dia 6 daquele mês.
De acordo com as informações, a esposa de Barack Obama teria enviado a mensagem aos diretores do Twitter reivindicando que Trump fosse removido da rede social. A Liga Anti-Difamação foi uma das organizações que fez solicitações no mesmo sentido.
– Agora é a hora de as empresas do Vale do Silício pararem de permitir esse comportamento monstruoso e irem ainda mais longe do que já fizeram, proibindo permanentemente esse homem de suas plataformas e implementando políticas para evitar que suas tecnologias sejam usadas pelos líderes do país para alimentar a insurreição. Se temos alguma esperança de melhorar esta nação, agora é a hora de consequências rápidas e sérias para o fracasso da liderança que levou à vergonha de ontem – teria dito a ex-primeira dama.
For years, Twitter had resisted calls to ban Trump.
— Michael Shellenberger (@ShellenbergerMD) December 10, 2022
“Blocking a world leader from Twitter,” it wrote in 2018, “would hide important info... [and] hamper necessary discussion around their words and actions.”https://t.co/qaqklHOHjc
But after the events of Jan 6, the internal and external pressure on Twitter CEO @jack grows.
— Michael Shellenberger (@ShellenbergerMD) December 10, 2022
Former First Lady @michelleobama , tech journalist @karaswisher , @ADL , high-tech VC @ChrisSacca , and many others, publicly call on Twitter to permanently ban Trump. pic.twitter.com/RzNj7WJReg
Além disso, a nova rodada do Twitter Files também aponta que a plataforma fazia “exceções de interesse público”, isentando, assim, alguns usuários de serem banidos da plataforma ainda que violassem as regras. Isso porque haveria um grande interesse público nas postagens desses internautas.
O jornalista Shellenberger também relatou que “em 2018, 2020 e 2022, 96%, 98% e 99% das doações políticas da equipe do Twitter foram para os democratas”, partido de Barack Obama e Joe Biden.