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Sabado, 18 de Abril de 2026

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Mercado eleva previsão de inflação pela 17ª semana consecutiva

Mercado eleva previsão de inflação pela 17ª semana consecutiva
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Boletim Focus: economistas consultados pelo Banco Central atualizaram suas projeções e passaram a prever uma inflação mais alta para o final deste ano e de 2026, ao mesmo tempo em que reduziram a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (10), mostrou que as previsões para a taxa básica de juros (Selic) e para a cotação do dólar seguiram inalteradas para os próximos dois anos, mantendo a tendência apontada em levantamentos anteriores.

 


Esse relatório, que sintetiza a percepção do mercado financeiro sobre o cenário econômico brasileiro, indicou que a projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu para 5,58% até dezembro, ante os 5,51% previstos na semana passada. Esse é o 17º aumento consecutivo nas expectativas de inflação. Para 2026, a projeção também avançou, passando de 4,28% para 4,30%.

O Banco Central tem como meta uma inflação de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

No que diz respeito à taxa Selic, o levantamento manteve as projeções inalteradas. A mediana das estimativas aponta para uma taxa de 15,00% em 2025 e de 12,50% em 2026.

Já a perspectiva de crescimento da economia brasileira sofreu um pequeno ajuste para baixo. A estimativa para a expansão do PIB neste ano passou de 2,06% para 2,03%, enquanto a previsão para 2026 caiu ligeiramente de 1,72% para 1,70%.

Esse foi o primeiro Boletim Focus após a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decidiu elevar a Selic em 1 ponto percentual, fixando a taxa em 13,25% ao ano. No documento, a autoridade monetária indicou a possibilidade de uma nova elevação de mesma magnitude em março.

Na ata, o Banco Central destacou preocupações com o desalinhamento das expectativas inflacionárias, o aquecimento da economia e os impactos das políticas econômicas sobre o câmbio.

Investidores seguem atentos às declarações do governo sobre medidas para conter a alta dos preços dos alimentos, considerados um fator-chave para o controle da inflação.

O presidente Lula afirmou recentemente que a economia do país “está bem” e garantiu que o governo dará atenção especial ao comportamento dos preços dos alimentos.

Além do cenário interno, a política comercial dos Estados Unidos também é um ponto de preocupação para os mercados emergentes. Medidas anunciadas pelo ex-presidente Donald Trump incluem a imposição de tarifas de 25% sobre o aço e o alumínio importados pelos EUA, o que pode fortalecer o dólar e gerar reflexos negativos para países exportadores, como o Brasil.

No boletim desta segunda-feira, as projeções para a cotação do dólar em 2025 e 2026 não sofreram alterações, permanecendo em R$ 6 ao final de ambos os anos. E mais: Ministro do STF recebe relator da OEA que apura liberdade de expressão no Brasil.

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