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Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2024

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Maduro ordena a criação do estado da ‘Guiana Essequiba’ e ignora a jurisprudência da ONU

Maduro ordena a criação do estado da ‘Guiana Essequiba’ e ignora a jurisprudência da ONU
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Num ato que qualificou de “soberania”, e em resposta aos que afirmam que o referendo sobre Essequibo não é válido, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou, nesta terça-feira (5), a criação do estado da ‘Guiana Esequiba’ e a concessão da nacionalidade venezuelana a todos os seus membros.

“O povo tomou a decisão de criar o estado da Guiana Esequiba e nacionalizar todos os cidadãos que se encontram nesse território com carteira de identidade venezuelana, reconhecendo-os como irmãos do nosso país. Agora vamos recuperar os direitos da Venezuela sobre a Guiana Esequiba, agora vamos fazer justiça, agora vamos nos reivindicar com a força de todos na unidade nacional”, disse.

Ele insistiu que o resultado do referendo é uma vitória em que os venezuelanos tomaram uma decisão sobre o território disputado.

“O mundo e a Guiana devem saber que a Venezuela tem uma voz única, o Essequibo é nosso. A vitória do último domingo é uma vitória para o exercício da soberania nacional e constitucional. Não é uma vitória dos venezuelanos contra outros, é a vitória de uma Venezuela unida contra as pretensões do governo da Guiana e as provocações da ExxonMobil”, acrescentou, se referindo à empresa multinacional de petróleo e gás dos Estados Unidos responsável pela exploração de petróleo na Guiana.

Maduro encarregou a Assembleia Nacional, liderada por Jorge Rodríguez, de debater e aprovar uma lei que conduzisse à criação deste estado.

Anunciou também a criação de um Alto Comissariado para a Defesa da Guiana Esequiba, órgão integrado pelo Conselho de Defesa, pelo Conselho do Governo Federal, pelo Conselho de Segurança Nacional e pelos setores político, religioso e acadêmico, que será presidido por Delcy Rodríguez.

“Hoje dão a ordem à Venezuela, dizem que o referendo não é vinculativo. “A Venezuela não receberá ordens do norte, a Venezuela não reconhecerá a jurisdição ou competência da CIJ ”, afirmou Maduro, sobre a decisão da ‘Comissão Internacional de Justiça’, órgão da ONU, que deu vitória à Guiana em seu pedido para contestar o referendo venezuelano. Assista abaixo a trecho do discurso.

 

FONTE/CRÉDITOS: Direita Online

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