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Quarta-feira, 12 de Agosto de 2026

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Maduro envia documentação sobre a disputa de Essequibo ao Tribunal de Haia

Mesmo assim, o ditador venezuelano afirma não reconhecer o direito da Corte em decidir o caso contra a Guiana

Maduro envia documentação sobre a disputa de Essequibo ao Tribunal de Haia
Reprodução/@Mincyt_VE
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Enviada pelo ditador Nicolás Maduro, uma delegação da Venezuela entregou na última segunda-feira, 8, dezenas de caixas ao Tribunal Penal Internacional  (TPI), em Haia. O material conta com documentos sobre a disputa entre o país e a Guiana pelo território de Essequibo.

Entre os papéis, estão títulos históricos. De acordo com Maduro, esses documentos respaldam a soberania da Venezuela sobre o território, que é rico em petróleo — mas é internacionalmente reconhecido como parte da Guiana, ex-colônia britânica na América do Sul.

Segundo o ditador, a região estava sob jurisdição venezuelana no momento da independência de Espanha. De acordo com a Venezuela, Essequibo foi roubado quando a fronteira com a Guiana foi traçada no final do século 19.

Essequibo equivale a dois terços do território da Guiana. A região não pega, contudo, a capital do país, Georgetown.

 

 

Apesar de envio de documentação sobre Essequibo, Maduro não reconhece poder do Tribunal de Haia

Apesar da entrega dos documentos, Maduro disse que a Venezuela continua sem reconhecer o TPI como foro para a resolução da controvérsia. Na semana passada, o ditador venezuelano sancionou uma lei que cria o Estado de Essequibo, o que aumentou as tensões na região.

 

Irfaan Ali

Mohamed Irfaan Ali é o presidente da Guiana, que rejeita entregar Essequibo à Venezuela | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

 

Em resposta, o governo da Guiana afirmou que não vai permitir a anexação do território pela Venezuela. Em comunicado, o governo de Mohamed Irfaan Ali informou que Maduro ignora os “princípios mais fundamentais do Direito internacional” e contradiz o acordo bilateral de tratar o assunto sem “provocações” e “interferência de terceiros”.

 

FONTE/CRÉDITOS: Revista Oeste

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