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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2026

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Inflação anual na Argentina deve passar de 100% neste ano, mostra pesquisa

Na América Latina, inflação argentina só perde para a da Venezuela

Inflação anual na Argentina deve passar de 100% neste ano, mostra pesquisa
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A inflação anual da Argentina poderá atingir 100,3% neste ano, de acordo com uma pesquisa feita com analistas de mercado, publicada pelo Banco Central do país na quinta-feira 6, saltando 5,3 pontos porcentuais em relação à estimativa anterior (de 95%).

Realizada com 39 participantes, entre 28 e 30 de setembro, a Pesquisa das Expectativas de Mercado projetou, também, um ligeiro crescimento econômico para 2022, de 3,6% para 4,1%.

O país passa por uma prolongada crise financeira e social, na terceira maior economia da América Latina. Em agosto, a taxa anual de inflação da Argentina estava em 78,5%, a segunda mais alta entre os países latino-americanos — a inflação mais alta é da Venezuela (114% ao ano). Em Cuba, a taxa é de 32%. No Brasil, a inflação anual, medida em agosto, foi de 8,73%, a 18ª entre os países do bloco.

 

De acordo com a pesquisa, na Argentina, a inflação mensal de setembro deve atingir 6,7%, ligeiramente abaixo dos 7% registrados em agosto, segundo a mediana das estimativas. Para 2023, a expectativa do mercado é que a inflação atinja 90,5%, também acima da estimativa anterior, de 84,1%. Na proposta de Orçamento para 2023, o governo argentino projetou a inflação em 60% no próximo ano.

A profunda recessão econômica da Argentina levou milhares de pessoas às ruas na semana passada, com os manifestantes exigindo ações para combater a inflação altíssima e ajudar os pobres do país. A taxa de pobreza no país caiu ligeiramente para 36,5% no primeiro semestre deste ano, contra 37,3% durante o segundo semestre de 2021, de acordo com dados oficiais.

FONTE/CRÉDITOS: Revista Oeste

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