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Segunda-feira, 10 de Agosto de 2026

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Indústria bélica que Lula considera ‘estratégica’ coloca 400 funcionários em licença remunerada por tempo indeterminado

Indústria bélica que Lula considera ‘estratégica’ coloca 400 funcionários em licença remunerada por tempo indeterminado
Roosevelt Cássio
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Em meio a uma séria crise financeira, a Avibras, uma indústria bélica tradicional brasileira, colocou aproximadamente 400 trabalhadores em licença remunerada por tempo indeterminado. De acordo com o G1, essa medida afeta os funcionários da unidade localizada em Jacareí, no interior de São Paulo.

A empresa, que enfrenta uma dívida de R$ 600 milhões e está em processo de recuperação judicial desde março de 2022, justifica essa decisão como uma forma de reduzir custos e garantir a viabilidade do negócio. No entanto, essa situação gera incerteza e preocupação entre os trabalhadores, que temem pelo futuro de seus empregos.

É importante ressaltar que, embora seja uma empresa privada, a Avibras conta com o BNDES como um de seus credores. Isso significa que parte do dinheiro público está sendo utilizado para manter a empresa em funcionamento, mesmo durante essa crise.

Recentemente, a Avibras passou por um período de “layoff”, no qual os contratos de trabalho dos funcionários foram temporariamente suspensos. Com o término dessa medida em 31 de maio, os trabalhadores foram colocados em licença remunerada.

A situação financeira da Avibras se deteriorou nos últimos anos, resultando em atrasos salariais preocupantes. Em março, cerca de 100 funcionários protestaram em frente à empresa, exigindo o pagamento dos salários atrasados. Atualmente, aproximadamente 800 trabalhadores estão em greve, enquanto os 400 funcionários em licença remunerada também não recebem seus salários há mais de um ano.

Segundo a CNN Brasil, a empresa está em negociações avançadas com o grupo australiano DefendTex para uma possível aquisição. Em maio, a Justiça solicitou esclarecimentos sobre essas tratativas, atendendo a um pedido do BNDES.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou interesse em manter a Avibras sob controle nacional, preocupado com os empregos gerados, a preservação da capacidade tecnológica da indústria e o fato de que a empresa desempenha uma função estratégica, conforme destacado pelo próprio presidente.

FONTE/CRÉDITOS: Terra Brasil Notícias

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