Após eleição, alguns veículos de imprensa de grande porte mudaram a postura em relação a uma modalidade de emendas orçamentarias que era chamada de forma pejorativa por alguns veículos de mídia como “orçamento secreto”.
A alcunha, utilizada por diversos veículos, foi substituída nos últimos dias por seu nome oficial: emendas de relator. Se durante boa parte do governo Bolsonaro a despesa discricionária decorrente de emenda do relator-geral do Orçamento foi “criminalizada” por jornais e emissoras que faziam oposição ao presidente, agora ela passou a ser algo mais “normal”.
Um dos exemplos dessa constatação está no título de uma reportagem publicada nesta quinta-feira (3) no site do jornal Folha de São Paulo, cuja manchete é a seguinte: “Centrão e aliados de Lula aceitam negociar mudanças em emendas de relator”.