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Hospital vai reprogramar células de defesa para atuar no combate ao câncer

Pacientes do SUS com linfomas de células B e leucemias linfocíticas agudas serão tratados pelo hospital Albert Einstein

Hospital vai reprogramar células de defesa para atuar no combate ao câncer
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O Hospital Israelita Albert Einstein anunciou ter recebido a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para modificar geneticamente células de defesa para atuar no combate ao câncer. A informação foi divulgada na sexta-feira 8.

O hospital vai processar as células (chamadas CAR-T) no tratamento de pacientes com linfomas de células B e leucemias linfocíticas agudas ou crônicas B, em casos de reaparecimento da doença ou em situações de resistência ao tratamento padrão.

Neste tipo de tratamento, as células T, que atuam na defesa do organismo, são retiradas do sangue e alteradas geneticamente para que se encaixem na superfície das partículas cancerosas e possam atacá-las. O material é multiplicado em laboratório e reinserido no paciente.

 

Ou seja, a técnica utilizada consiste em reprogramar geneticamente células do sistema de defesa do próprio paciente, caso dos linfócitos T, para reconhecer e combater seu tumor.

A expectativa é que dez pessoas, de um grupo com 30 pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), dentro do projeto do Proadi-SUS — parceria entre o Ministério da Saúde e seis hospitais de referência para pesquisa —, comecem a receber o tratamento em um ou dois meses.

Atualmente, o material coletado precisa ser enviado para laboratórios farmacêuticos nos Estados Unidos, onde as células são alteradas geneticamente. E só são reimplantadas entre três a quatro meses depois. Neste período, o paciente é submetido a tratamentos intermediários.

Com a “nacionalização” do procedimento à beira do leito, a expectativa é que as células modificadas geneticamente sejam reimplantadas no paciente em até 12 dias.

De acordo com o hospital, foram entre dois e três anos de trabalho de uma equipe de mais de dez pessoas para que o projeto pudesse cumprir todos os requisitos exigidos pela Anvisa.

Outra vantagem é a redução dos custos para o tratamento. O procedimento nos EUA hoje sai por cerca de R$ 2,3 milhões. Com a modificação realizada no Brasil, esse valor cai para R$ 160 mil.

FONTE/CRÉDITOS: Revista Oeste

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