O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou, por meio de postagem no X na tarde desta sexta-feira, 5, que será candidato à Presidência da República em 2026. De acordo com o parlamentar, a decisão de buscar o comando do Palácio do Planalto no próximo pleito conta com apoio de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, a mando do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”, afirmou Flávio. “Não posso, e não vou, me conformar ao ver o nosso país caminhar por um tempo de instabilidade, insegurança e desânimo. Eu não vou ficar de braços cruzados enquanto vejo a esperança das famílias sendo apagada e nossa democracia sucumbindo.”
A informação sobre a escolha de Bolsonaro já havia sido confirmada pelo ex-deputado Valdemar Costa Neto, presidente nacional do Partido Liberal (PL). “Confirmado”, havia enfatizado o dirigente partidário. “Bolsonaro falou, está falado. Estamos juntos.”
O anúncio da candidatura de Flávio movimenta os tabuleiros da direita do país. Com a decisão, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deve se dedicar à campanha de reeleição ao Palácio dos Bandeirantes.
A decisão também impacta os planos iniciais de Flávio Bolsonaro para o pleito do ano que vem. Isso porque, até a manhã desta sexta-feira, ele era tido como um dos indicados do PL para disputar o Senado pelo Rio de Janeiro. Com a outra indicação acertada para o governador fluminense, Cláudio Castro, abre-se uma vaga para tentar ampliar a presença da direita na Casa Alta.