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Terça-feira, 25 de Agosto de 2026

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Família confirma que jovem brasileira foi morta por terroristas do Hamas

O gaúcho,Ranani Gazer, também já teve a morte confirmada pelas autoridades israelenses

Família confirma que jovem brasileira foi morta por terroristas do Hamas
Divulgação / Redes Sociais
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A família da carioca Bruna Valeanu, de 24 anos, confirmou, no fim da manhã desta terça-feira, 10, que ela morreu em decorrência das ações do grupo terrorista Hamas. Ela estava desaparecida desde sábado 7, quando o grupo criminoso invadiu um festival musical no sul de Israel, nas proximidades à fronteira com a Faixa de Gaza.

Bruna é a segunda pessoa natural do Brasil e ter a morte confirmada em meio aos ataques terroristas do Hamas. Na noite de segunda-feira 10, informou-se que o corpo do porto-alegrense Ranani foi encontrado pelas autoridades israelenses.

Além das duas mortes, há duas brasileiras que seguem desaparecidas em Israel: Karla Stelzer Mender, de 41 anos, e Celeste Fishbein, de 18 anos.

Assim como Ranani e Bruna, Karla também estava no festival musical ocorrido no sul de Israel. De acordo com o país do Oriente Médio, pelo menos 260 mortes ocorreram no local devido à ação terrorista do Hamas.

Já Celeste, segundo familiares, estava na casa do namorado, também próxima da fronteira com a Faixa de Gaza. Ela respondeu a última mensagem às 11 horas de sábado.

Conheça as histórias por trás dos brasileiros em Israel

Quatro dias depois dos ataques terroristas sem precedentes a Israel pelo grupo terrorista Hamas, as vítimas vão deixando de ser apenas um estarrecedor número. Com seus nomes sendo divulgados, vão surgindo as histórias que foram interrompidas.

 

Ranani Glazer era gaúcho e morava há 7 anos em Israel.

Ranani Glazer com a bandeira do Brasil em festa rave, em Israel, em abril deste ano | Foto: Reprodução/Rede sociais

 

  • Ranani Gazer

O jovem gaúcho, de Porto Alegre, tinha 24 anos e morava havia sete anos em Israel. Ele dividia um apartamento, na cidade de Tel-Aviv, com amigos. Em 2020, Ranani prestou o serviço militar israelense obrigatório. Em sua rede social, o rapaz se identificava como “artista”. Ele trabalhou como editor de vídeos e entregador.

O pai de Ranani também mora em Israel e a mãe, em Porto Alegre. O jovem gostava de festas eletrônicas. Em abril, ele postou fotos em que dançava em uma rave, em Israel, com a bandeira do Brasil nos ombros e a legenda: “Fácil me encontrar em uma rave.”

 

 

Bruna Valeanu, de 24, morava em Israel com a família. Sua morte foi confirmada nesta terça-feira 10.

Bruna Valeanu, de 24, morava em Israel com a família e estudava comunicação e marketing | Foto: Reprodução/Redes sociais

 

  • Bruna Valeanu

A jovem carioca de 24 anos vivia em Israel havia oito anos e estudava comunicação e marketing. Ela morava com a mãe e a irmã mais velha. Das três, era a que melhor falava hebraico — a barreira do idioma foi uma dificuldade da família na busca por informações sobre seu paradeiro. A outra irmã permaneceu morando no Rio de Janeiro.

Uma das irmãs de Bruna, Nathalia Valeanu contou que a jovem estava na festa com um grupo grande de amigos, entre brasileiros e israelenses, mas “acabou se separando, na hora do ataque, das outras amigas que se salvaram”.

Durante os dias de angústia pela procura por Bruna, até a confirmação da morte nesta terça-feira, a família tinha como informação apenas o relato das amigas que sobreviveram e a localização da última mensagem dela pelo celular. “Era uma localização perigosa, onde os terroristas entraram armados em caminhonetes, tanques e motos”, informou Nathalia.

A irmã mais velha de Bruna, Israel Florica, lembrou que a mãe teve um pressentimento e pediu que a filha não fosse à festa.

 

A carioca Karla Stelzer, de 41, segue desaparecida após os ataques terroristas em Israel

A carioca Karla Stelzer, de 41 anos, estava na rave com o namorado israelense | Foto: Reprodução/Redes sociais

 

Brasileiras desaparecidas

  • Karla Stelzer Mendes

Nascida no Rio de Janeiro, Karla, de 41 anos, mora em Israel com o filho de 19 anos e tem cidadania israelense. Ela participava do festival de música eletrônica Universo Parallelo, que acontecia a cerca de 5 quilômetros da Faixa de Gaza.

A carioca estava acompanhada do namorado, israelense, com quem se relaciona há seis anos. Os dois estão seguem na lista de desaparecidos.

O filho de Karla está fazendo o serviço militar israelense obrigatório. Os amigos dela estão em contato com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil na tentativa de localizá-la. “Está muito difícil”, disse Patrícia Hallak, amiga de Karla. “Mas a gente tem fé que a Karla está viva e a gente vai encontrá-la.”

 

A brasileira Celeste Fishbein, de 18 anos, está desaparecida desde sábado 07.

Celeste Fishbein, de 18 anos, trabalhava como babá em área rural próxima à Faixa de Gaza | Foto: Reprodução/Redes sociais

 

  • Celeste Fishbein

A menina de 18 anos está entre os desaparecidos desde o ataque terrorista do Hamas. De origem judia, ela mora em Israel com a família brasileira em região considerada perigosa, justamente por ser próxima à Faixa de Gaza. No momento do ataque terrorista pelo Hamas, ela estava na casa do namorado, na mesma área onde ocorria o festival de música. Segundo familiares, ela respondeu a última mensagem às 11 horas de sábado.

Celeste trabalha como babá na zona rural da região onde mora em Israel. A mãe e a avó de Celeste, de 94 anos, que estavam em casa, conseguiram correr e se esconder em um bunker (abrigo antibombas), durante a invasão. Elas ficaram no abrigo por várias horas e foram resgatadas pelo exército israelense. De acordo com o tio de Celeste, as duas passam bem.

 

 

FONTE/CRÉDITOS: Revista Oeste

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