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Domingo, 19 de Abril de 2026

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EUA vão governar a Venezuela após queda de Maduro

EUA vão governar a Venezuela após queda de Maduro
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que os EUA assumirão o controle da Venezuela imediatamente após a captura do ditador Nicolás Maduro, preso durante uma operação militar realizada em Caracas. Segundo o republicano, o país ficará sob administração americana até que haja uma “transição significativa”, embora ele não tenha indicado prazos para a devolução do poder aos venezuelanos.

Em coletiva de imprensa, Trump comentou pela primeira vez de forma detalhada a ofensiva militar que resultou na prisão de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. O presidente alertou que novas ações armadas não estão descartadas. “Estamos prontos para uma segunda onda de ataques à Venezuela, se necessário”, declarou.

Trump elogiou os militares envolvidos na operação, que classificou como precisa e bem-sucedida. “Foi uma operação extraordinária na Venezuela. Foi a força usada para derrubar o ditador Maduro. Este foi um ataque terrestre muito semelhante à eliminação das forças iranianas no ano passado. Maduro foi capturado com sucesso no meio da noite”, afirmou.

O presidente descreveu detalhes da ação militar, dizendo que a prisão ocorreu em meio a um apagão em Caracas. “Estava escuro. As luzes de Caracas praticamente se apagaram devido a uma certa experiência que tivemos”, relatou. Ele confirmou que Maduro foi detido ao lado da esposa e destacou que ambos responderão à Justiça americana. “Ambos terão que responder perante a justiça nos Estados Unidos. Eles foram indiciados em Nova York por uma campanha mortal de tráfico de drogas.”

De acordo com Trump, a captura aconteceu dentro de “uma fortaleza militar no coração de Caracas”. Ele ressaltou que a operação contou com a atuação conjunta de diversas forças americanas. “Somos novamente um país respeitado. Essas operações foram realizadas em colaboração com diversas forças americanas”, disse.

O presidente garantiu que não houve baixas entre os militares dos EUA. “O que vimos esta noite foi impressionante. Nenhuma força militar americana foi afetada. Muitas pessoas estão envolvidas, e não houve perdas de pessoal ou equipamento militar. Temos o melhor equipamento militar do mundo”, afirmou.

Trump declarou que os Estados Unidos permanecerão responsáveis pelo país enquanto durar o processo de reorganização política. “Vamos ficar responsáveis pelo país até que haja uma transição significativa, até que ele esteja seguro e estável”, enfatizou. Segundo ele, o objetivo é garantir estabilidade e segurança. “Queremos paz e liberdade para o povo da Venezuela. Os venezuelanos nunca mais sofrerão”, prometeu, acrescentando que possui “provas irrefutáveis do que Maduro fez”.

O republicano voltou a ameaçar outros integrantes do regime chavista. “Os líderes da Venezuela precisam entender que o que aconteceu com Maduro pode acontecer com eles. Quando essas pessoas saírem do poder, a Venezuela finalmente será livre”, disse. “Agora nosso hemisfério está muito mais seguro. Quero agradecer aos generais, que fizeram um trabalho fantástico com esses ataques precisos. Foi um ataque em nome da justiça.”

Na sequência, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, destacou a dimensão militar da ação. “Testemunhamos a coragem e a precisão desta operação. Agradeço aos nossos guerreiros das forças armadas. Nenhum outro país no mundo sequer chegou perto de realizar uma operação como esta”, afirmou. Segundo ele, Maduro desperdiçou oportunidades de negociação. “Maduro teve a sua oportunidade, mas não a aproveitou. Trump está falando muito sério quando diz que vai acabar com o narcotráfico. Trata-se de segurança, liberdade e prosperidade.”

Já o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, explicou que a missão foi iniciada a pedido do Departamento de Justiça e recebeu o codinome “Resolução Absoluta”. Segundo ele, a ofensiva envolveu cerca de 150 aeronaves e foi baseada em décadas de experiência militar dos EUA no combate ao terrorismo. Aviões americanos neutralizaram as defesas aéreas venezuelanas para permitir a entrada de helicópteros em Caracas. “Um de nossos aviões foi atingido, mas permaneceu em condições de voo”, afirmou.

O secretário de Estado Marco Rubio reforçou que Maduro era considerado um foragido da Justiça americana. “Maduro teve oportunidades muito generosas e decidiu se agarrar ao poder. O resultado é o que aconteceu ontem à noite”, declarou. Ele também fez um alerta direto. “Se Trump diz que está falando sério sobre algo, você tem que ouvi-lo porque ele realmente está falando sério. Não se meta com o Presidente dos Estados Unidos. Acho que esta noite foi uma lição aprendida.”

Durante a sessão de perguntas, Trump afirmou que os EUA pretendem administrar o país e investir na reconstrução. “Vamos assumir o controle do país de forma justa, vamos reinvestir na Venezuela e vamos cuidar de todos. Eles roubaram nosso petróleo e acharam que não faríamos nada a respeito”, disse. Segundo ele, assessores americanos irão liderar o processo político. “Estamos falando de um país que está morto.”

Trump citou a líder oposicionista María Corina Machado como peça importante no processo, dizendo que ela “é essencial para tornar a Venezuela grande novamente”, mas afirmou que ela não teria força política suficiente para governar. “Acho que seria muito difícil para ela liderar o país. Ela não tem apoio nem respeito dentro de sua própria nação. Ela é uma mulher muito gentil, mas não inspira respeito”, declarou.

O presidente também revelou que Maduro tentou fugir durante a operação, mas foi detido rapidamente. “A captura levou 47 segundos”, afirmou. Questionado sobre a Rússia, aliada histórica do regime chavista, Trump disse que pretende negociar com Moscou e garantiu que o país sul-americano passará por uma transformação. “A Venezuela vai se tornar um país de verdade.”

Sobre a possibilidade de a vice-presidente Delcy Rodríguez assumir o poder, Trump foi direto: “Não podemos permitir que ninguém do regime chegue ao poder”, advertindo ainda: “É melhor ninguém tocar em nenhum americano”.

FONTE/CRÉDITOS: Direita Online

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