O governo dos Estados Unidos elaborou um dossiê com informações detalhadas sobre escritórios de advocacia administrados por familiares de ministros do STF ou que tenham esses parentes como sócios. O levantamento também abrange instituições de ensino e centros de pesquisa com algum vínculo aos magistrados.
De acordo com fontes ouvidas pela CNN, a iniciativa busca identificar todas as conexões financeiras dos ministros, criando condições para aplicar uma eventual “asfixia financeira” e impedir rotas alternativas de recursos caso sejam impostas sanções pela Lei Magnitsky.
No momento, não há decisão de ampliar a aplicação da medida a outros integrantes da Corte além de Alexandre de Moraes. Porém, se essa opção for adotada, a base de dados já estaria pronta para uso.
Segundo interlocutores, o objetivo é evitar que eventuais punições sejam contornadas por meio do uso de CNPJs de empresas ou da movimentação financeira de instituições privadas ligadas direta ou indiretamente aos ministros.