Portal Sal da Terra

Segunda-feira, 13 de Julho de 2026

Notícias Política

Empresas punem funcionários por discurso de ódio contra Charlie Kirk

Declarações radicais sobre o assassinato do ativista norte-americano provocam demissões e suspensões no Brasil e EUA

Empresas punem funcionários por discurso de ódio contra Charlie Kirk
Reprodução/Flickr
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Repercussões de publicações nas redes sociais de apoio à morte do ativista norte-americano Charlie Kirk levaram a demissões, suspensões ou punições de pelo menos 26 pessoas nos Estados Unidos e no Brasil, de acordo com dados obtidos por entrevistas, reportagens e declarações públicas. O levantamento é do portal Poder360.

Nos EUA, pressões por desligamentos têm o apoio de políticos do Partido Republicano, incluindo aliados do presidente Donald Trump, além de outros direitistas. No Brasil, movimento semelhante se intensificou depois de campanha do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

O parlamentar mostrou ameaças que recebeu, as quais resultaram em demissões e cancelamentos de eventos envolvendo profissionais das áreas cultural, de saúde e marketing. Os demitidos comemoraram o assassinato de Kirk.

Reações no Brasil: cancelamentos e demissões

Entre os brasileiros afetados, o escritor Eduardo Bueno teve evento cancelado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, depois de declaração extremista. “É sempre terrível um ativista ser morto por suas ideias, exceto, exceto, quando é o Charlie Kirk.”

O neurocirurgião Ricardo Barbosa foi demitido da Recife Day Clinic por parabenizar o atirador pelo Instagram, e agora terá sua licença profissional analisada pelo Conselho Regional de Medicina do Pernambuco. A Unimed Recife informou que vai pautar reunião extraordinária para tratar do caso.

Sobrinho do ex-prefeito Alexandre Kalil, Luís Otávio Kalil perdeu o emprego na Arena RM, em Belo Horizonte. A empresa alegou que suas opiniões não condizem com os valores da instituição.

Já no Theatro Municipal de São Paulo, o colaborador Pedro Guida foi desligado depois de publicar frases, como “Vocês precisam parar de chorar por Charlie Kirk”. “Sionismo é o novo nazismo, representado por neonazistas como Charlie Kirk”, afirmou. “Vergonha.”

Victor Oliveira de Moraes, que prestava serviços à Volpe Mídia, teve o contrato rescindido ao escrever no X que existem pessoas que “precisam ser assassinadas”, além de ameaçar Nikolas com a frase: “Chupetinha, tu tá na lista”. O termo “Chupetinha” é usado de forma pejorativa e homofóbica por opositores do deputado.

O caso Charlie Kirk e a resposta dos EUA

Aos 31 anos, Charlie Kirk morreu depois de ser baleado no pescoço na última quarta-feira, 10, enquanto discursava na Universidade Utah Valley. O FBI prendeu Tyler Robinson, 22 anos, na sexta-feira 12, depois de confissão do crime e entrega intermediada por familiares e amigos.

Nos EUA, retaliações ultrapassam as redes sociais. Um site anônimo intitulado “Expose Charlie’s Murderers” foi criado para expor fotos, nomes, cidades e empregos de 41 pessoas acusadas de apoiar violência política on-line. O site alegou ter recebido “mais de 30 mil submissões” de denúncias.

Diversas empresas norte-americanas tomaram providências semelhantes. A Nasdaq demitiu uma funcionária depois de postagens sobre Kirk, segundo a Reuters. Delta Airlines e American Airlines suspenderam colaboradores pelo mesmo motivo, conforme informações da Business Insider e CNN. Em comunicado interno, Ed Bastian, CEO da Delta, considerou que as mensagens dos funcionários “foram além do debate saudável e respeitoso”.

FONTE/CRÉDITOS: Revista Oeste

Veja também