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Domingo, 31 de Maio de 2026

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Desconfiança faz Brasil bater recorde na fuga de dólares

Números do primeiro trimestre de 2025 são os piores da história e superam momento mais agudo na covid-19

Desconfiança faz Brasil bater recorde na fuga de dólares
Raphael Ribeiro/BCB
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O descontrole das contas públicas associado à insegurança jurídica que tomou conta do Brasil produz algumas consequências comprometedoras principalmente ao desenvolvimento econômico. Entre elas está o fluxo cambial. Para ter uma ideia do impacto da instabilidade político-econômica do país, o Brasil registrou a maior fuga de dólares de sua história no primeiro trimestre de 2025.  

No total, foram US$ 15,8 bilhões que deixaram o país entre janeiro e março. O valor é maior, por exemplo, que o volume registrado durante o momento mais agudo da pandemia de covid-19, em 2020, conforme apuração do Banco Central.

Apenas em março, Brasil perde US$ 8,3 bi

Além disso, antes do saldo deste mês, o recorde anterior ocorreu no primeiro trimestre de 1999, quando US$ 13,7 bilhões saíram do país. Apenas em março deste ano, a fuga da moeda norte-americana totalizou US$ 8,3 bilhões. Este também é o maior valor mensal que a autoridade monetária registrou desde o início da série histórica em 1982. O recorde anterior para o mesmo mês ocorreu em março de 2020 (US$ 6,6 bilhões)

No acumulado do trimestre, as retiradas somaram US$ 23,1 bilhões pelo canal financeiro e entraram US$ 7,3 bilhões pelo segmento comercial, resultando no fluxo cambial negativo. Já em março, a saída decorreu de uma retirada de US$ 12,8 bilhões da conta financeira e um saldo positivo de US$ 4,5 bilhões na conta comercial.

Conforme analistas de mercado, o perfil desse fluxo cambial deriva de incertezas quanto a questões internas, como o descontrole fiscal e a insegurança jurídica, além da política dos Estados Unidos em relação comércio internacional. Em março, o mercado ainda aguardava o anúncio do presidente Donald Trump sobre as tarifas recíprocas, que só foram anunciadas no dia 2 de abril.

FONTE/CRÉDITOS: Revista Oeste

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