No início de 2023, dois programas de observação astronômica, Tsuchinshan e ATLAS, fizeram descobertas independentes do cometa C/2023 A3 (Tsuchinshan-ATLAS). Este objeto promete ser um espetáculo no céu, visível a olho nu nos últimos meses deste ano, possivelmente sendo o cometa mais brilhante desde a passagem do McNaught em 2007.
Com a redescoberta pelo ATLAS, o Minor Planet Center (organização americana que centraliza os dados de asteroides e cometas descobertos no Sistema Solar) reconheceu ambos os programas como co-descobridores do cometa, nomeando-o C/2023 A3 (Tsuchinshan-ATLAS).
Imagens do Zwicky Transient Facility (ZTF), no Observatório Palomar, na Califórnia, também capturaram o objeto, confirmando sua natureza cometária. Essas capturas revelaram uma coma densa e uma pequena cauda, com apenas 10 segundos de arco.
Previsões para o cometa C/2023 A3 (Tsuchinshan-ATLAS):
Uma órbita retrógrada significa que o cometa viaja na direção oposta à dos planetas em torno do Sol. Já a trajetória hiperbólica sugere que este cometa provavelmente se originou na distante Nuvem de Oort e fará uma única passagem pelo Sistema Solar interno antes de ser lançado para o espaço interplanetário.
Segundo o site astro.vanbuitenen.nl, que monitora cometas em atividade, os cálculos iniciais sugerem que C/2023 A3 poderia atingir uma magnitude de 1,7 no dia da máxima aproximação, similar a algumas das estrelas mais brilhantes. Observações mais recentes indicam que a magnitude pode chegar a 0,7. Na escala de magnitude estelar, quanto menor o número, maior o brilho.
Se isso ocorrer, o Cometa Tsuchinshan-ATLAS poderá brilhar mais intensamente que o Cometa Lovejoy em 2011, tornando-se o cometa mais brilhante dos últimos 15 anos.
Embora as previsões sejam promissoras, cometas são notoriamente imprevisíveis. Vários fatores podem afetar a visibilidade do Cometa Tsuchinshan-ATLAS. Se o objeto tiver baixa atividade cometária, ele pode não brilhar tão intensamente. Além disso, se contiver mais gelo do que poeira, seu brilho pode ser menor do que o esperado. A pior situação seria a desintegração do cometa ao se aproximar do Sol devido à pressão do gelo sublimando em seu interior.